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Quando as vozes na sua cabeça são tudo menos benéficas. Quando o mandam abaixo, quando promovem a negatividade gratuita, quando lhe retiram energia, motivação e esperança, é altura de perceber quem está a permitir e a alimentar essas verbalizações. Sim, a resposta é essa mesmo que lhe passou na mente, você mesmo. Quando a autocrítica se torna cortante, depreciativa e estabelece uma linha constante de derrotismo e miserabilismo, certamente você está na linha da frente para sofrer os danos colaterais.
Soa-lhe familiar? Se sim, tem tudo a ver com aquela voz mesquinha na sua cabeça. Aquela voz insidiosa que foi crescendo, que foi tomando vida própria e que agora comanda os seus pensamentos, as suas atitudes e comportamentos. Minou-lhe aautoconfiança, derrotou a sua autoestima, e fez com que o mundo pareça um lugar cinzento. Talvez o seu cenário nem seja tão catastrófico como o que acabei de descrever. Mas, eventualmente na grande maioria dos dias e em algumas áreas da sua vida você se identifique um pouco com os exemplos anteriores. Se sim, está na hora de ponderar fazer alguma coisa para melhorar, e reprogramar a sua voz interior no sentido de torná-la num aliado vantajoso para a sua vida.
OS COMENTÁRIOS DA MENTEDE ONDE VÊEM ESSAS VOZES?O QUE ACONTECE QUANDO OS COMENTÁRIOS AUTODEPRECIATIVOS TOMAM CONTA DA NOSSA VIDA?A ABORDAGEM TERAPÊUTICA DOS “ESQUEMAS”
O ESQUEMA DE CULPA, EXIGÊNCIA E AUTO-RESPONSABILIZAÇÃO DE TERESAO QUE PODE SER FEITO?
A terapia focada nos esquemas é considerada um acréscimo à Terapia Cognitivo-comportamental. É bastante eficaz na desconstrução do diálogo interno negativo, e na consequente reprogramação de um diálogo interno assertivo e adequado à realidade que a pessoa vive no presente.
Estas terapias podem ajudar a recuperar os casais com conflitos e problemas individuais, tais como ansiedade,depressão, transtornos de personalidade, sofrimento e trauma de infância. O conceito de esquema ajuda-nos a entender como os eventos passados continuam a influenciar as relações atuais, assim como os problemas psicológicos que se enfrentam. Precisamos reconhecer a sua influência, prestar atenção ao que as nossas vozes interiores automáticas estão dizendo, e (com a ajuda profissional, se necessário), começarmos a libertar-nos das suas garras.
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terça-feira, 12 de junho de 2012
Capacite-se e desafie o seu diálogo interno autocrítico
A Zona de Conforto
Na minha experiência como psicólogo e treinador, aquilo que mais promovo e ao mesmo tempo me confronto diariamente é como estimular os meus clientes e atletas a fazer coisas que lhe facilitem os seus objetivos, resolvam os seus problemas ou promovam comportamentos saudáveis. Alimentação regrada, exercício físico, deixar um mau relacionamento, iniciar um novo negócio, iniciar uma nova técnica, mudar uma crença, ser mais assertivo, estas são algumas das muitas coisas que as pessoas normalmente querem realizar, mas falham na tomada de ação.
Evitamos essas coisas porque, de uma forma ou de outra, todos elas envolvem diferentes tipos de dor. Se você quer perder peso, tem que enfrentar a dor de privar-se dos alimentos que você gosta. Se quiser deixar um relacionamento, você tem que enfrentar o fantasma da solidão. Se você quer começar um novo negócio, você tem que enfrentar a possibilidade de não ter êxito. Se um atleta quer alterar uma técnica, tem de lidar com o desconforto dos novos movimentos. Se pretende mudar uma crença, tem de lidar com uma nova forma de pensar. Se gostava de ser mais assertivo, tem de aprender a comunicar melhor e a estar atento às suas reações e consequências dos seus comportamentos.
Não importa se evitamos essas coisas uma ou duas vezes por ano. Mas para a maioria de nós, a evasão torna-se um modo de vida. Barricamo-nos atrás de uma barreira invisível que não nos permite aventurarmo-nos, porque para lá desse muro fica a experiência de dor e mal-estar. Esse espaço seguro, onde nos sentimos seguros e confortáveis, chama-se “zona de conforto.” Nos casos mais extremos, as pessoas realmente escondem-se atrás dos muros da sua própria casa. Isto verifica-se na fobia social em que a pessoa foi restringindo a sua zona de conforto aos limites das paredes da sua casa. Mas para a maioria de nós, a zona de conforto não é um espaço físico, é um modo de vida, que faz com que se evite qualquer coisa que possa ser doloroso ou que possamos perspetivar esforço acrescido. E, inevitavelmente isso inibe o alcance de alguns dos nossos objetivos, dado que nos afastamos dos caminhos dolorosos. E certamente, em algumas áreas da nossa vida, o sucesso é edificado na capacidade que temos de enfrentar obstáculos e dificuldades.
Citação: “Grandes empreendedores estão confortáveis em estarem desconfortáveis.” – Steve Blank
O PREÇO A PAGAR PELA ZONA DE CONFORTO
Para que você possa ter uma experiência pessoal, tente o seguinte exercício:
Feche os olhos. Pense em algo que você cronicamente evita fazer, por exemplo, conhecer novas pessoas, equilibrar as finanças pessoais, uma conversa difícil ou voltar a estudar. De que forma você se organiza ao ponto de evitar fazê-lo? Imagine que padrão de evitamento permite com que você não faça essas coisas. Essa é a sua zona de conforto. Qual é a sensação?
É muito provável que quando você evita algo que lhe é incómodo, depois se sinta como se estivesse num lugar seguro e familiar, livre da dor que o mundo pode provocar-lhe. Mas o exercício deixa de fora um ingrediente que também é parte da zona de conforto da maioria das pessoas. Simplesmente escapar à dor e mal-estar não é suficiente para a grande maioria de nós. Insistimos que a dor pode ser substituído pelo prazer. Fazemos isso com uma infindável variedade de atividades que causam problemas psicológicos e dependências. Exemplos incluem, vício das redes sociais, drogas, álcool e jogo, pornografia, ou compras excessivas. Todos estes comportamentos são muito comuns na tão proclamada cultura de conforto. Este tipo de comportamentos indesejados, são impulsionados pela tentativa da pessoa diminuir a ansiedade. A pessoa escolhe atividades que permitem reduzir a ansiedade e ao mesmo tempo lhe proporcionem prazer, no entanto essas mesmas atividades a longo prazo irão causar uma dor maior do que a saída saudável da sua zona de conforto.
O quer que seja que consista a sua zona de conforto, você paga um preço enorme por isso. A vida oferece possibilidades incríveis, mas você não pode aproveitá-las sem ter que enfrentar algum tipo de dor, esforço, sacrifico ou sofrimento. Se você tem um baixo índice de tolerância à dor e mal-estar, é importante ganhar a noção que isso pode ser um tremendo impeditivo ao desenvolvimento do seu potencial. Há muitos exemplos disso. Se você é tímido e evita as pessoas e o contato social, irá perder a oportunidade de estabelecer imensos contatos que poderiam enriquecer a sua vida. Se você é criativo, mas não suporta críticas, você certamente afastará a grande maioria das pessoas que poderiam apreciar (a fundo) o seu trabalho. Se você é um líder e não pode confrontar ou estabelecer laços com as pessoas, ninguém vai segui-lo. Ao ficar na sua zona de conforto, você acaba abandonando a maioria dos seus sonhos e aspirações.
AÇÃO MASSIVA FAZ QUEBRAR A ZONA DE CONFORTO
É importante que perceba o custo terrível de manter-se na sua zona de conforto e evitar comportamentos, atitudes e atividades que podem contribuir para o seu desenvolvimento pessoal. Sei por experiência que transmitir por si só a informação anterior, não é suficiente para levar as pessoas a mudar. A razão é que a informação funciona com base no nível de pensamento consciente ou racional. Mas a parte de nós que evita a dor é completamente processada de forma subconsciente.
Aquilo que nos provoca medo ou dor, sofrimento e mal-estar, faz-nos disparar um alarme de proteção:“Isto é terrível para mim” ou “Isto é muito difícil” ou “Isto pode vir a ser embaraçoso para mim” e consequentemente faz com que a pessoa se agarre à sua zona de conforto, como se sua vida dependesse disso.
Lutar com um medo forte e irracional é extremamente difícil. Em vez disso, você precisa de uma força, de uma estratégia e de entendimento de como funciona o nosso organismo perante uma ameaça (mesmo uma ameaça imaginada). Você beneficia de aprender a movimentar-se por aquilo que quer e pretende alcançar e não por aquilo que teme ou lhe causa ansiedade. Você não é o seu medo. E sentir medo, apesar de ser desagradável, não é certamente aquilo que melhor o define. Você certamente possui forças e virtudes em si mesmo que possibilitam enfrentar alguns dos seus receios. E sair da sua zona de conforto é um excelente treino para enfrentar aquilo que teme.
A saber: Aproximar-se daquilo que deseja é promotor da sua felicidade, afastar-se daquilo que teme e lhe causa ansiedade extrema, é um promotor de infelicidade.
Como superar um fracasso?
O fracasso é uma parte normal da vida. Se você nunca sofreu um fracasso, então você provavelmente não está a explorar em pleno todo o seu potencial. Muitas vezes, é somente através da falha que nos colocamos no caminho do sucesso. Ninguém gosta de falhar. Quer seja no trabalho, em casa, ou em outra área da vida, o fracasso é doloroso, e também pode ser dispendioso em termos de tempo, dinheiro ou ambos. Fracassar na grande maioria das vezes faz disparar uma resposta emocional que nem todos nós sabemos lidar da melhor forma. A forma como lidamos com as nossas emoções depois de um fracasso, distingue a sua utilidade, ou ao invés, o seu tormento.
Mas como superar um fracasso?COMECE POR LIMITAR OS DANOS CAUSADOS
Uma vez que perceba que falhou em algo, você precisa tomar medidas para limitar os danos causados por essa falha. Isso poderia significar:
Seja qual for a situação, ser pró-ativo é sempre uma opção melhor do que enfiar a cabeça na areia e desejar que a falha nunca tivesse acontecido. Fazer uma leitura prática e aceitar o erro é o primeiro passo para passar à ação, e rapidamente estruturar uma estratégia para fazer aquilo que ainda pode ser feito.
LEMBRE-SE QUE AS OUTRAS PESSOAS TAMBÉM FALHAM
A maioria das pessoas não falam abertamente sobre as suas falhas. As pessoas podem falar sobre o novo grande contrato que assinaram. Não falam propriamente de outras situações em que trabalharam durante meses, para verem um ótimo negócio escapar por entre os dedos. Mas o fracasso é normal, e muitas pessoas não conseguem uma e outra vez até serem bem sucedidos.
LEMBRE-SE DE SUCESSOS PASSADOS
Falhar não significa que você não vale nada, ou que você nunca vai conseguir as coisas que deseja. Quando usamos a autopunição emocional, autodepreciando-nos e consequentemente colocando o nosso valor enquanto pessoa em causa, desviamos a nossa atenção do ponto fulcral da falha. Ou seja, desviamos a nossa atenção do processo e das ações que não surtiram efeito, fazendo com que passe a existir uma dupla perda. A perda ou falha concretamente dita, e o desperdício da oportunidade de perceber onde se falhou e como se pode melhorar. Uma forma construtiva de olhar as falhas, é percebê-las como um resultado que não lhe serve nem cumpriu as suas expetativas.
Se o fracasso ou a falha, fazem disparar um abalo emocional depreciativo, é hora de fazer algo por si mesmo. Retomar a confiança em si mesmo e focar-se nos seus melhores recursos para minimizar o erro. Uma ótima estratégia é relembrar-se de algumas situações do passado em que você foi bem sucedido.
Talvez você tenha conseguido uma promoção no seu trabalho o ano passado, ou você teve uma uma nota elevada na faculdade, ou conseguiu perder peso, ou aprendeu a tocar um instrumento musical, ou melhorou o seu relacionamento com o parceiro. Experimente escrever uma lista dos seus sucessos, coisas que você realizou ao longo dos últimos anos, sejam grandes ou pequenas. Se você tem a sua confiança diminuída, reveja a sua lista de sucessos. Avalie a forma como encarou esses desafios, planos ou objetivos. Em que estado de animo você se encontrava, qual o seu nível de energia, em que você se focou, com que grau de certeza enfrentou a situação, que estratégias de preparação usou, a quem pediu opinião, entre outras.
LEMBRE-SE DOS FRACASSOS DO PASSADO
Os seus sucessos do passado são importantes , mas também as suas falhas do passado. Você já cometeu erros antes, e provavelmente manteve-se no seu caminho, seguiu em frente. Talvez você tenha feita um exame desastroso, ou errou alguma coisa no trabalho, ou perdeu o seu temperamento e teve que pedir desculpas, ou não tem cumprido o que diz para si mesmo.
Não é agradável pensar sobre as coisas que deram errado, mas ao reconhecer as suas falhas, você pode interpretá-las por duas perspetivas:
TOME UMA DECISÃO
Independentemente do que não deu certo, provavelmente você está enfrentando algum tipo de decisão, mesmo quando as consequências iniciais já pertencem ao passado. Por exemplo, talvez você tenha gasto todo o plafond do seu cartão de crédito. Você está diante de duas opções: continuar usando o cartão, ou torná-lo inacessível de alguma forma.
Pondere com tempo sobre as decisões a tomar e procure um caminho a seguir. Isso pode exigir algum pensamento profundo.
Você pode ajudar a si mesmo:
“Não fazer nada” é certamente uma opção, mas deve ter consciência que também é uma decisão sua, e muitas vezes uma decisão que não vai levar a nada de positivo. Seja qual for a falha que você enfrenta no momento presente, certamente pode aprender com ela, e seguir em frente.
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Como superar um Vício?
Tentar superar um vício, percorre os mesmos caminhos angustiantes do tormento que uma vítima passa ao tentar libertar-se do seu sequestrador. Mas, a natureza do vício é autodestrutiva. É como se a própria pessoa desenvolvesse a Síndrome de Estocolmo, mas ao invés de se afeiçoar ao sequestrador, afeiçoa-se ao seu vício. O Síndrome de Estocolmo é um estado psicológico particular desenvolvido por pessoas que são vítimas de sequestro, em que a vítima desenvolve sentimentos de lealdade para com o sequestrador apesar da situação de perigo em que se encontra colocada. Na grande maioria dos vícios, uns mais destrutivos que outros, a pessoa tem consciência do quão prejudicial é continuar a alimentar o comportamento inadequado, que na grande maioria das vezes toma conta da sua vida, ou pelos menos causa-lhe grandes transtornos em algumas áreas da sua vida. No entanto, paradoxalmente a pessoa vive entre o reforço positivo (afeiçoa-se ao vício) e a punição (tem consciência do mal que faz).
Todos os comportamentos de dependência têm pelo menos duas coisas em comum:
O LADO OCULTO DA VOZ INTERIOR
O vício, tal como na dança em o Lago dos Cisnes, encontra um padrão pelo qual entra diretamente na vida de uma pessoa, atraindo e condenando, confortando e destruindo. Uma vez sendo o cisne branco, inocente e gracioso, outra vez sendo o cisne negro, sombrio e destrutivo. Esta dança, pouco a pouco vai levando a pessoa à exaustão, consumindo a sua energia, os seus recursos funcionais, alterando o seu raciocínio, adulterando as ideias e os desejos. Os condicionamentos sucedem-se, a pessoa vê-se numa miríade de obstáculos, não conseguido por vezes fazer o que pretende, como se algo comandasse a sua vida e ela fosse na grande maioria do tempo um mero espetador forçado por uma força invisível.
As pessoas que se envolvem em drogas, álcool ou jogo, que têm um transtorno alimentar, ou que lutam com qualquer outro vício estão agindo de acordo com as influencias de um processo de pensamento destrutivo conhecido como a sua voz interior. A voz interior funciona como uma faca de dois gumes, uma vezes é afável, motivadora e sedutora, outras vezes é crítica, atroz e maliciosa. Por exemplo, se você luta com uma dependência de álcool, este inimigo interno vai tentar seduzi-lo como um amante, o pensamento aparentemente amigável (ou “voz interior”), pode dizer:
Se você estiver a tentar superar um vício alimentar, o seu diálogo interno pode atraí-lo com recompensas:
Depois de ceder, essa voz interior enganosamente suave transforma-se num inimigo cruel, dilacerando a pessoa em pedaços. Em questão de segundos a voz interior altera-se e torna-se maliciosa, castiga a pessoa por se entregar ao comportamento de vício que ela própria encorajou .
ENTRE O REFORÇO E A PUNIÇÃO
Tal como na dança em o Lago dos Cisnes, a voz interior autocrítica sempre desempenha dois papéis durante o tormento de um vício: sedutor e punidor. Comportamentos de dependência representam um ataque direto contra a saúde física e bem-estar emocional, e limitam a capacidade de realizar objetivos pessoais significativos na vida. Portanto, é importante identificar as vozes críticas internas que regem esses padrões de mau hábito e desafiar os seus dilemas, aprendendo formas mais construtivas de lidar com a dor emocional e sofrimento.
Quer o seu vício esteja numa fase avançada ou numa fase inicial, certamente beneficiará de um acompanhamento especializado. Procure um psicólogo, um terapeuta ou um grupo de apoio para o ajudar de forma mais sistematizada e disciplinada a superar o que o atormenta.
De uma forma geral, o terapeuta ajuda os clientes a identificar causas ambientais que precipitam as emoções dolorosas e padrões de pensamentos negativos, que, por sua vez, influenciam no envolvimento de comportamentos de dependência. Para além de se incentivar na busca dos desejos genuínos, objetivos e comportamentos saudáveis, os terapeutas fortalecem os seus clientes, num processo que lhes permite alcançar a liberdade da dependência e dos comportamentos autodestrutivos.
Apresento algumas técnicas que pode utilizar para ajudá-lo a superar o seu vício:
Identificar - É vital identificar os pensamentos (usualmente percepcionados como sendo a sua voz interior) que o irão prejudicar, atraindo-o para um comportamento destrutivo. Mesmo que esses pensamentos possam parecer amigáveis ou reconfortantes, eles devem ser reconhecidos como um inimigo. Neste processo é importante procurar padrões no seu comportamento:
Ao identificar os gatilhos internos (voz interior) e externos (situações) que fazem disparar a sua lista de desculpas que promovem o seu comportamento de vício, você pode tornar-se mais autoconsciente e acionar uma resposta mais adequada. Ao saber identificar a sua voz interna afável (ilusoriamente amiga), você consegue parar para refletir e resistir-lhe, não seguindo os pensamentos que vão contra o seu própria interesse.
Registar os acontecimentos – Depois de reconhecer os seus pensamentos e voz interior, você pode registá-los como um meio para se conhecer melhor e familiarizar-se com os seus maus hábitos. Ao tomar consciência de alguns tipos de pensamento justificativos que o têm conduzido ao seu vício, você pode construir uma âncora positiva que lhe permita reverter o pensamento negativo e a voz interior que promovem esse mesmo vício. Uma âncora positiva, é algo que você escolhe dizer para si mesmo, ou fazer, que lhe permitem afastar-se da tentação quando se apanha a ter pensamentos desencadeadores do comportamento de vício
Refletir e disputar – Depois de saber quais são a situações e pensamentos gatilho que fazem disparar a sua incontrolabilidade sobre o seu impulso para iniciar o comportamento não desejado, você pode tentar perceber qual a satisfação psicológica ou física na base do seu vício.
Provavelmente o seu vício foi maioritariamente
Planejar - Sabendo as situações, os pensamentos e a voz interior que desencadeia em você o impulso para o vício, fica mais capacitado para orientar as suas ações promotoras da superação. Você pode, então, definir um plano com estratégias acerca do que fazer nos momentos em que se sinta compelido a usar ou desfrutar dos seus comportamentos indesejados. Você pode visualizar-se a dizer não. Você pode procurar uma pessoa para conversar, um amigo certo para sair, ou realizar uma determinada actividade que sabe diminuir-lhe os níveis de stress.
Ter compaixão por você mesmo - Todos nós enfrentamos as nossas lutas e cometemos erros. Querer lidar com o vício e superá-lo é um sinal de força, não de fraqueza, e você não deve permitir que a sua voz interior autocrítica o mande abaixo por quaisquer erros ou recaídas. Lembre-se que o desejo de autopunição é um fator tremendamente forte no apego àdependência. Dar ouvidos ao seu diálogo interior mordaz, seguir as indicações depreciativas, desmotivacionais e sombrias só vai funcionar contra você, mesmo quando você sofre um revés. Quando você tem uma recaída, não quer dizer que tudo voltou ao mesmo, apenas quer dizer que você tem de manter-se no caminho da recuperação, orientar a sua voz motivacional, agarrar-se às ações que irão conduzi-lo ao sucesso.
Reavivar o seu sentimento – A dependência entorpece a alegria de uma pessoa, assim como a dor. Inibe a capacidade de sentir algumas emoções e consequentemente impede-o de viver algumas experiências no seu dia-a-dia. O vício funciona como um tampão emocional, você deixa de experienciar alguns sentimentos, e por outro lado, por vezes acredita não tolerar outros. Naturalmente, quando você supera um vício, algumas emoções surgirão mais vivas, você passará a sentir algumas coisas mais à flor da pele, pois a dependência encarregou-se de mascará-las. Sentir essas emoções e obter bem-estar através delas vai fazer você ficar mais forte e restabelecer o equilíbrio emocional. Irá também reduzir a sua “necessidade” percebida da substância ou comportamento que estava alimentando o seu vício.
Inicialmente, as vozes críticas internas ficarão mais altas, atacarão o seu eu de forma mais intensa. Nesse momento você tem de ser persistente, ficar muito atento e orientar-se pelas suas âncoras positivas. No entanto, quando você perseverar nas suas ações, as vozes depreciativas irão diminuir e eventualmente desaparecer. Ao longo deste processo, você deve ser flexível, aberto e compassivo. Falar com alguém é importante, e a terapia é uma opção saudável e inteligente. Quando você luta contra um vício, desafiando as suas vozes interiores destrutivas, você fortalece o seu verdadeiro eu. Você alcança um melhor equilíbrio emocional, deixando-o mais forte em face das tentações e comportamentos destrutivos.
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