quinta-feira, 29 de setembro de 2011

em breve com mais....

Aviso estamos trabalhando para melhoria do blog e em breve estaremos com mais postagens...

sábado, 24 de setembro de 2011

olhe a depressão como ela é

Olhe a Depressão como ela é: paralisia da vontade!


Se você sofre de depressão ou conhece alguém que sofre, provavelmente sabe que quando as pessoas estão realmente deprimidas, elas têm um forte desejo de ficar na cama, de não ouvir ninguém, de não fazerem nada, como se existisse uma paralisia da vontade. A força de vontade para fazer o quer que seja fica “congelada”. Então é usual as pessoas deprimidas terem um forte impulso para ficarem durante períodos muito longos deitadas na cama. Isto acontece porque qualquer atividade ou tarefa torna-se uma provação dolorosa, mesmo coisas tão simples como tomar banho ou vestir-se são alvo de grande esforço. O quarto, e mais especificamente a cama são a localização na casa mais associado com a inatividade.

Mas porque razão uma pessoa aparentemente saudável fisicamente não consegue tirar o seu corpo da cama? Porque razão isso acontece?



depressão

A VONTADE PARALISA

A resposta intuitiva é que a falta de motivação é a responsável. As pessoas deprimidas estão sem rumo porque estão descomprometidas com os objetivos. Sem objetivos para dirigir o seu comportamento futuro, o comportamento presente torna-se congelado por longos períodos. A pessoa deixa de perspetivar soluções, pois pouco a pouco foi comprovando que as suas ações não surtiram o efeito desejado. Pouco a pouco a vontade vai-se esfumando, vai-se cristalizando. Na verdade a vontade não desaparece, mas paralisa.

A falta de motivação enquadra o problema até certa medida, mas não esclarece na totalidade. Temos de levantar a questão de como uma pessoa perde o desejo de perseguir ou atingir objetivos. A resposta envolve uma teoria surpreendente que nos leva mais perto de compreender como é que o humor diminuído intensifica os episódios de depressão.

O PAPEL DO HUMOR

Primeiro, temos de levar em consideração a psicologia evolutiva contemporânea, que nos diz que o humor tem uma função: O humor ajuda-nos a buscar objetivos de forma eficiente. O humor elevado, aumenta-nos os níveis de energia promovendo a busca vigorosa de recompensas. O humor baixo, transmite-nos a informação de que o nosso progresso em direção às metas é pobre. Muitas vezes, o humor diminuído emerge quando nós enfrentamos um obstáculo, ou quando uma meta importante é ameaçada. Usualmente a nossa primeira reação ao baixo humor é redobrar os esforços para ultrapassar o objetivo bloqueado.

Se o objetivo desejado for-se revelando como inacessível, o mau humor vai escalar. Usualmente a pessoa desiste, ou dá um passo atrás nos seus objetivos ou pode optar por mudar para uma outra atividade que possa vir a ter uma melhor recompensa. Num mundo onde o tempo, recursos e esforço são um bem precioso e finito, possuirmos um mecanismo que evoluiu para apressar a retirada de um objetivo falhado é muito importante para a sobrevivência e prosperidade.

Estas relações entre os estados de humor, objetivo, e esforço estão presente numa variedade de espécies. Um urso que tenta pescar salmão, se não estiver a ter sorte numa determinada zona do rio, pode usar o mau humor como um sinal para mudar para outro local. Para melhor ou pior, a auto-regulação nos seres humanos é mais complicada porque podemos optar por agir ou não agir de acordo com os nossos estados de humor.

BAIXO HUMOR E PARALISIA DA VONTADE

Eu acredito que os seres humanos são a única espécie que pode decidir ignorar o mau humor, e continuar a perseguição de uma meta dificilmente alcançável. Em certo sentido, isso cria um impasse entre a pessoa que quer continuar a perseguição e o seu sistema de humor antigo que de forma automática e por vezes inconscientemente lhe diz para parar (STOP). Para levar a pessoa a parar, nesta fase, o sistema de humor deve fazer algo mais drástico: diminui o ímpeto motivacional face ao objetivo e igualmente face ao esforço necessário para alcançar o objetivo desejado. Eventualmente, o resultado é a paralisação da vontade que pode conduzir a pessoa à depressão, com todas as consequências dai inerentes.

Portanto, este argumento realmente transforma a explicação da razão porque as pessoas com depressão têm uma forte tendência para a inatividade e consequentemente um forte impulso para fazerem da cama o seu local preferido. As pessoas deprimidas não optam estar deitadas na cama, porque elas estão simplesmente descomprometidas com os seus objetivos. O verdadeiro problema é que as pessoas deprimidas estão altamente comprometidas e focadas, mas para um objetivo que repetidamente fracassa.

A ideia de que as pessoas deprimidas não conseguem descomprometer-se e desligar-se de uma meta que emergiu em consequência de um antigo programa de resposta ao seu humor diminuído, é uma teoria relativamente nova que não foi muito testada em estudos de investigação. No entanto, a ideia vale bem a pena ser testada, porque se encaixa bem clinicamente com os tipos de situações que muitas vezes precipitam a depressão grave. A mulher espancada que não consegue deixar o seu casamento conturbado, o atleta gravemente ferido que não pode abandonar a sua carreira esportiva

E você já teve dificuldades recorrentes em sair da cama?

armadilhas na comunicação com seu filho

3 armadilhas na comunicação com o seu filho


Acredito que a comunicação que os pais ou educadores têm com as crianças é suportada pela boa intenção. Mas por vezes, ironicamente o resultado não é aquele que se pretende, ou pode levar a situações mais empolgadas perdendo-se o motivo pelo qual se iniciou a conversa. Isto pode acontecer pelo medo que os pais têm das crianças poderem vir a magoar-se, errar ou a comportar-se indevidamente levando-os a comunicar com as crianças de uma forma prejudicial.

Apresento três formas de comunicação que podem evitar equívocos e consequências negativas:

filhos

EVITE TRANSMITIR O SENTIMENTO DE CULPA

Muitas vezes, pais e educadores utilizam a estratégia errada ao fazer com que a criança se sinta culpada pelos seus pensamentos, sentimentos e ações. Até pode ser assertivo e benéfico perguntar à criança o que ela sentiria se estivesse no seu lugar ou no de outra pessoa numa determinada situação. No entanto, muitas vezes, porém, os pais empurram esta questão até ao limite e tentam fazer com que os seus filhos se sintam culpados por causa de seus pensamentos, sentimentos e/ou ações. Os pais que usam o sentimento de culpa para controlar a criança correm o risco de lhes provocar alienação.

Leve em consideração que a estrutura mental de uma criança ainda não comporta em si recursos de compensação suficientes para lidar com o sentimento de culpa exagerado. Ainda que lhe possa fazer sentir o peso dos seus comportamentos desajustados, deve sempre enquadrar o grau do problema e explicar-lhe uma alternativa comportamental mais viável e assertiva. Indique-lhe o caminho, dirija-a para onde pretende que ela chegue, emendando os pontos onde ela errou, vincado mais o que quer que ela faça, e não o que quer que ela não faça.

EVITE O SARCASMO

Cada vez que você diz coisas que não queria verbalizar e dá a entender o oposto do que quer transmitir através do seu tom de voz ou expressão corporal, está a utilizar o sarcasmo. Um exemplo seria dizer algo como, “Oh, não é brilhante”, quando o seu filho faz uma má escolha. Ou, quando a sua filha adolescente lhe pede aprovação, você diz algo do género, ”Yeah, a tua roupa fica ótima se for para entrares num festival de vagabundos.” O uso de sarcasmo, sem dúvida, fere as crianças. O sarcasmo é um obstáculo problemático para os pais que estão tentando comunicar-se efetivamente com os seus filhos.

O sarcasmo é uma forma de comunicação muito emocional, muito incisiva nos aspectos negativos da criança, que lhe transmite sentimentos de desprezo, intolerância e desdém por parte do adulto. São afirmações dirigidas à auto-estima e auto-conceito da criança. São mensagens destrutivas sem qualquer intenção de orientação e assertividade.

EVITE INFORMAÇÕES PRONTAS E DEMASIADO PATERNALISTAS

Quando os pais dão impulsivamente aos seus filhos uma dissertação sobre como devem fazer as coisas, ao invés de deixá-los ter alguma contribuição nas soluções para os seus problemas, isso são soluções prontas. Dirigir e controlar excessivamente a criança será quase garantido que ela não vai ouvir nada do que você lhe diz. Seja o que for que diga, a criança vai fazer o oposto do que você está tentando fazer com que ele faça. Os pais que dizem aos seus filhos como resolver os seus problemas podem levar as crianças a acreditar que elas não têm controle sobre as suas próprias vidas. Estas crianças podem acabar acreditando que os seus pais não confiam nelas. Ou, elas podem ressentir-se de ser dito o que têm de fazer e como resultado resistir às indicações dos seus pais.

Interaja com a criança, tente perguntar-lhe como é que ela pensa resolver a situação. Se você não estiver de acordo, vá fazendo questões orientadoras, conduzindo a conversa, transmitindo informação que lhe permita, eventualmente, chegar a uma solução aproximada daquela que pretende. Não lhe entregue a solução de bandeja. Ajude a criança a construir e a chegar a uma solução viável, percebendo o porquê e percebendo porque razão a solução a que chegou é a mais indicada para as circunstâncias.

MANTENHA EM MENTE:

Tente evitar falar à criança através de sarcasmo, culpa, ou informações prontas. Dirija a conversa com compreensão para que você possa falar com ela. Desative o seu ego e evite tornar-se adversário do seu filho. O benefício desta atitude positiva e postura será elevado, o relacionamento com o seu filho irá fortificar-se e consequentemente as tensões irão diminuir.

cuidado com as suas palavras

Cuidado com as suas palavras: 8 formas de otimizar o seu diálogo interno


Falar em voz alta para si mesmo em público não é sinal de uma boa saúde mental, mas manter um diálogo interno é bastante normal e muito útil. Na verdade, as conversas internas têm um forte impacto sobre o bem-estar emocional e a motivação. Tornar-se consciente do que você está dizendo exatamente para si mesmo, sobre si mesmo, pode ajudá-lo a entender porque por vezes reage de determinada maneira com as pessoas e nas situações da sua vida. Pode também ajudá-lo a controlar o seu humor, repetir sucessos e reorientar as suas ações, falhas e erros.

AUTO-REALIZAÇÃO DE PROFECIAS

O diálogo interno positivo pode contribuir muito para a construção da sua confiança libertando-o para usar os seus talentos ao máximo. Por exemplo, se tem medo de falar em público, use a sua voz interior para se tranquilizar: “Eu consigo fazer isto. Já fiz isto bem antes, consigo voltar a fazer”. Por trás do nervosismo, seja medo de falar em público, medo de fracassar, medo de chumbar num exame, fobia social, ou outro qualquer tipo de medo, podem muito bem estar suportados por pensamentos negativos, que alimentam esse próprio medo, tais como: “Há 300 pessoas lá fora! Eu nunca vou ser capaz de prender a sua atenção.”

Para o bom ou para o mau, o nosso diálogo interno tem em si o potencial para tornar-se numa auto-realização de profecias. Ou seja, o seu discurso orienta as suas ações, influencia as suas crenças, aumentando a probabilidade de acontecer aquilo que teme, ou pelo contrário, aquilo que deseja que aconteça. É por isso que é tão importante monitorizar a sua voz interior.

falar menos

COERÊNCIA NO DIÁLOGO INTERNO

Mas não podemos confundir auto-verbalizações positivas, com afirmações meramente “positivas” desprovidas de conteúdo, sentido, ou pior ainda, ilusórias. Tal como já referi no artigo: Pense positivo, insista no pensamento positivo. Por exemplo, se eu fosse dizer a mim mesmo que eu não sou bom em desenho artístico, o meu diálogo interno seria negativo, mas não falso. A verdade é que tenho dificuldades em desenhar. Por outro lado, se eu disser que não consigo desenhar nada, estaria pensando negativamente, e a fazer uma generalização abusiva, e isto sim é pejorativo. O que é preciso levar em consideração na construção do seu diálogo interno é a precisão, lógica, especificidade, que dependa de si, discurso voltado para a ação e que esteja de acordo com as suas crenças.

Há no entanto momentos, em que você começa a ouvir mensagens negativas vindas da sua voz interior. Então é hora de corrigi-las usando algumas das técnicas da terapia cognitiva-comportamental que irei descrever mais adiante.

Dica: “Cuidado com as suas palavras” ou “o uso das suas palavras” elas são poderosas e comunicam aquilo que desejamos e como nos percepcionamos.

ORIENTE O SEU DIÁLOGO INTERNO DE ACORDO COM O QUE PRETENDE REALIZAR

O seu diálogo interno, ou seja, as palavras que usa para descrever o que está acontecendo com você, e para informar como se sente acerca dos eventos externos, determina a qualidade da sua vida emocional. Quando você vê as coisas de forma positiva e construtiva e procura o melhor em cada situação e em cada pessoa, você ganha uma tendência a permanecer naturalmente positivo e otimista. Dado que a nossa qualidade de vida é determinada pela forma como nos sentimos, pensamos e agimos, momento a momento, uma das metas mais importantes que eu recomendo é a utilização de técnicas psicológicas para a promoção do hábito de pensar sobre o que queremos e afastarmos o pensamento daquilo que não queremos ou que tememos.

A psicologia em geral, e particularmente a psicologia positiva oferece-nos estratégias, técnicas e abordagens que facilitam a construção de uma estrutura mental positiva, tal como descrevi em alguns artigos que expressam a importância de conscientemente reestruturarmos o pensamento, mudar crenças e saber lidar com os pensamentos e sentimentos negativos.


Como pode verificar, em todos os artigos a linha de raciocínio tem por base um factor fundamental, que é a nossa plasticidade cerebral e a possibilidade que cada um de nós tem em podermos pela força de vontade, motivação, pensamento positivo e algum conhecimento técnico, mudarmo-nos a nós mesmos, no sentido da construção de soluções para os problemas que enfrentamos, quer em nós, quer no mundo exterior.

Dica: Reflita acerca do tipo de palavras que utiliza para guiar as suas ações, para gerir as suas emoções, para reorientar os seus pensamentos.

Que tipo de palavras usa para aumentar a sua motivação? Está consciente das mensagens que envia para si mesmo e o quanto influenciam os resultados que obtém?

As palavras são tão poderosas e refletem os nossos pensamentos. Apresento oito palavras comummente usadas nas nossas conversas diárias connosco mesmo e o que precisamos monitorizar e alterar, a fim de promovermos os resultados que desejamos alcançar.

TENTAR

“Eu vou tentar terminar isso …” “Eu vou tentar passar aí no sábado”

Sempre que ouço alguém dizer isso, ou até mesmo eu, então eu sei que a pessoa não está convicta do que pretende e a probabilidade de realizar o que prometeu tentar é tremendamente reduzida. Tentar é uma palavra insípida que é desprovida de compromisso, deixando aberto um espaço para desculpas e entraves no caminho daquilo que supostamente se pretende. Ninguém criou a vida de seus sonhos e resultados positivos, apenas tentando. Intenção não é ação. Obtém-se resultados fazendo as coisas acontecerem.

Faça um compromisso mais claro dizendo “Eu vou ter isso pronto por volta das …” “Eu estou livre neste momento e eu posso passar por aí …” ou em caso de necessidade: “Eu não posso prometer nada, mas eu farei o meu melhor para … “.

DESEJO

Se apenas desejar, é como se permanecesse sentado no seu sofá a sonhar acordado, esperando por ganhar a lotaria ou que a fada madrinha apareça. Desejar de forma passiva, sem ação ou comportamentos voltados para os resultados, remove-o da equação de eficácia e transmite-lhe a mensagem que você tem que confiar em algo externo a si.

Mude a palavra desejo, para “Eu vou … Eu estou convicto que … Eu estou determinado …. Eu mereço … Eu estou a reunir recursos para … Eu faço…”.

EU SOU

Tenha muito cuidado como você usa o termo “Eu sou” para definir quem você é. Você não é hostil, você não é deprimido, você não é feliz. Todas estas coisas são emoções temporárias que vêm e vão. Se você se define como sendo desta ou daquela forma relativamente à sua identidade, pode ter uma tendência para prender-se a isso e passar a agir de acordo com isso, construindo desculpas como “Eu não posso fazer isso porque estou deprimido” “Não há nada que eu possa fazer sobre isso, este é quem eu sou. “ Este tipo de colagem ao sentimentos provocam uma desadequação em determinadas situações e ambientes.

A melhor maneira de dizer é “Eu estou a sentir raiva. Eu sinto-me deprimido”. Isso permite que se saiba que é um sentimento temporário, que não é permanente e que pode facilmente mudar para outro estado.

SE

Quantas vezes você murmura: “Se eu conseguisse uma promoção então … Se o dinheiro chegasse, então …”

“Se” apresenta sempre o elemento de dúvida. Dúvida e insegurança não trazem o que você quer, certeza e confiança fazem as coisas acontecerem. Então, ao invés de “se”, simplesmente transforme essa palavra para ”quando”

Um discurso mais virado para a ação e vontade própria seria: “Quando eu conseguir o emprego novo …. ”

A palavra “quando” emite e faz ressoar sinais de que você é coerente e comprometido, que acredita que está no caminho certo para alcançar o que pretende.

DEVERIA

Novamente uma palavra virada para a promessa, mas igualmente insípida. “Eu deveria ligar mais vezes para a minha mãe .” “Eu deveria ir ao ginásio esta noite.” A palavra deveria está repleta de sentimentos de culpa e complacência. Você sabe que nunca vai fazer isso e se de alguma forma disser a si mesmo que reconhece que deveria fazer uma determinada coisa, que só por isso se irá sentir melhor. Realmente não, isso é uma ilusão, a única coisa que poderá contribuir para sentir-se melhor, é fazer exatamente aquilo que verbalizou que deveria fazer. Nem mais, nem menos, simplesmente fazer.

Substitua a palavra “deveria”, por: “Eu vou fazer…” ou ” Agora tenho de…”

EU NÃO CONSIGO

Esta é uma daquelas palavras que podem ser polémicas. Todos nós já ouvimos alguém dizer que não há tal coisa como não consigo. Eu não pretendo ser tão radical, porque efetivamente por vezes existem coisas que não somos capazes de fazer. Eu não consigo cantar bem, mas posso cantar. Poder posso, mas sou terrível. No entanto, com muito esforço e dedicação, eventualmente, posso conseguir aprender.

Assim que o seu cérebro ouve a palavra não consigo, ele tira folga. Desliga-se e fica em standby, porque já não tem que encontrar uma maneira de realizar essa tarefa. Se disser, “Eu posso tentar” significa que você abriu um espaço criativo para aprender e explorar novas formas de fazer as coisas.

Quando um atleta me diz: “Treinador, eu não consigo”, a minha resposta é: “Talvez, mas você pode sempre tentar fazer e depois logo se vê se consegue ou não. Faça algo, depois corrigimos e melhoramos o que há para melhorar”.

falar

DESESPERADO

Quando realmente queremos algo, há uma tendência para anexar a palavra desesperado ao que queremos determinantemente, como se essa palavra incrementasse algum poder no sentido de mais rapidamente alcançarmos o que queremos.

“Estou desesperado para que ele me chame.” “Estou desesperado para sair daqui.”

O desespero faz com que se desespere ainda mais acerca das coisas. Não é uma palavra atraente, não é uma palavra capacitadora. É uma palavra de urguência sem controlo, acabando por promover a ansiedade.

Em vez disso diga: “Estou tão animado que acredito que me chamem esta noite.” “Eu realmente desejo uma transferência para outro lugar e estou pronto para ir!”

SORTE

Esta é uma palavra que raramente utilizo. Eu realmente abomino quando oiço coisas do género: como ouço muitas vezes dizerem-me: “Você teve sorte em ter um atleta nato para o desporto.”

Eu só quero gritar. Sorte não tem nada a ver com isso. Eu trabalhei e aproveitei o facto de ter a oportunidade de treinar um atleta com características favoráveis para a prática do desporto. No entanto, proposemo-nos a trabalhar para algo que nunca alguém tinha alcançado. Com esforço, dedicação e muita vontade de obter bons resultados. A sorte não teve qualquer influência no sucesso.

Se você atribuir o sucesso de outras pessoas ao fator sorte, estará a fazer duas coisas prejudiciais:

1) Não reconhecer e valorizar todo o trabalho duro que essas pessoas colocaram na sua vida em prol de alcançar o que queriam.

Mas o mais importante:

2) Você está dizendo que não é possível para você. Então você desiste antes mesmo de começar a criar a vida que quer para si. Você acha que só vai acontecer o que quer se lhe aparecer o génio da lâmpada mágica. Isso é uma ilusão. Você pode ter o que quiser, desde que esteja disposto a fazer o que é preciso para obtê-lo.

Dica: Escolha as suas palavras cuidadosamente e em breve você vai perceber o quanto potenciam o que você quer ser, fazer e ter.