sábado, 16 de julho de 2011

Construa a base do seu poder

Conhecimento é poder. Aquilo que sabe e conhece é a base do seu poder. É a bateria que o coloca no caminho das coisas. Você necessita carregar essa bateria constantemente e conscientemente. Até que ponto você quer ou sente-se responsável por aquilo que sabe? A não ser que conscientemente cada um de nós decida construir a nossa própria base de conhecimento, com um senso de direção para onde caminhar, então sim iremos programar toda a informação aleatória que nos chega através dos nossos sentidos.

Citação: A miséria e a alienação não são impostas pelo destino. – Colin Wilson

Na grande maioria das vezes, o miserabilismo a que nos “dedicamos” é-nos imposto pelo nosso ego, ao não aceitarmos que somos nós mesmo que controlamos a nossa consciência e decisões que tomamos na vida. De igual forma, todas as nossas experiências intensas de felicidade estabelecem a mesma força de convicção em nós, transmitem-nos uma sensação de realização e mestria. Você pode tornar-se o mestre das suas próprias convicções e crenças. Você, sempre que assim o entenda pode fazer escolhas sobre aquilo que pretende aprender, assim como, sobre aquilo que não pretende aprender e/ou não quer perder tempo.

homem feliz

QUESTIONE O SEU CAMINHO

Quais são as coisas que lhe prendem a atenção, interesse e entusiasmo? O que o leva a decidir que vale a pena fazer algo? O que é que gostaria de saber para ajudá-lo a dar um passo em frente na sua vida?

Quando você descreve os motivos que o envolvem profundamente, relembra a si próprio aquilo que deverá fazer para se sentir motivado. Relembra a si próprio aquilo que pretende vir a enriquecer-se e a tornar-se mestre.

Pergunte o seguinte:

PERGUNTE A SI PRÓPRIO O QUE É QUE REALMENTE QUER

Quando faz esta pergunta, rapidamente foca a sua atenção naquilo que é relevante para a construção da base do seu conhecimento. Quando você segue os padrões que parecem ser os mais importantes para si, irá agir com motivação intrínseca. Esta é a motivação que vem realmente de dentro, e não baseada nas recompensas exteriores. Tende a ser uma fonte motivacional muito mais poderosa. Vai motivá-lo a procurar, a aprender, a aprimorar a informação, a interligá-la e a construir o seu conhecimento com base naquilo que estabeleceu ser relevante para si.

PROCURE CLARIFICAR-SE

Por vezes o nosso propósito de vida é-nos revelado um pouco de cada vez. Só quando fazemos uma retrospectiva da nossa vida o puzzle fica compreensível, conseguindo nessa altura vislumbrar o que é que a nossa vida tem sido e para onde parece caminhar

Um ditado útil é: “Em vez de procurar o propósito da vida, viva a vida com propósito”.

Todos nós na nossa vida já passámos por momentos de indecisão e de confusão, andando um pouco à deriva, sem saber bem que rumo tomar ou que informação e conhecimento nos poderia ser útil. Não sou apologista que se deva viver “agarrado” a máximas ou a chavões, no entanto tenho por hábito dizer, que quando não sabemos aquilo que queremos, deveremos pelo menos esforçarmo-nos para saber aquilo que não queremos. A visão do que se pretende e as preocupações são ambas motivadores poderosos, num, reconhecemos aquilo que nos atraí, noutro, identificamos aquilo do qual nos queremos afastar. Saber que tipo de notícias nos devemos afastar, que tipo de pessoas não devemos contatar, que situações devemos evitar, que atitudes não quermos ter, que investimento nunca fariamos, que emprego detestamos, entre outros, ajuda-nos a seleccionar a informação que nos torna naquilo que pretendemos e temos consciencia de querer ser e fazer.

A reter: Uma das pistas que pode dizer-lhe que está no caminho certo é quando você encontra algo que sabe perfeitamente que não quer.

Experimente o seguinte, numa folha de papel complete as afirmações:

A motivação para querermos entender e saber o máximo de coisas acerca de um determinado assunto que achamos relevante é influênciada pela forma como nós sabemos o quanto aquele tipo de informação e importante para nós. Quando temos plena certeza do contributo e valor de uma determinada ação como sendo muito significativa para a obtenção daquilo que pretendemos, arranjamos todos os motivos e mais alguns para fortalecer a nossa força de vontade. Esta situação aqui ilustrada levanta-nos outro problema. E se aquilo que nós mais queremos que aconteça nos parece impossível de alcançar?

O QUE VEM ANTES DE “COMO” FAZER

Isto leva-nos a uma outra questão: Como é que você sabe até que ponto é impossível?

Quando Thomas Edison inventou a lâmpada eléctrica, ele sabia o que queria fazer, mas não sabia como fazer. Ele tentou milhares de formas diferentes, e todas falharam. Ele continuou a tentar, continuou a procurar informação a recolher dados, manteve-se convicto porque a sua visão deu-lhe uma boa razão para continuar. Ele tinha uma ideia excitante e acreditava nela. Na verdade uma das suas tentativas acabou por surtir o resultado esperado. Este exemplo ilustra um importante princípio da criatividade e da procura de informação: aquilo que vem antes de como fazer.

A reter: Se você diminuir a visão daquilo que quer porque não sabe imediatamente como fazer, irá ficar paralisado antes de encontrar uma maneira.

Ao constuir a base daquilo que pretende ser a sua bateria de informação, está certamente a aumentar o seu poder. O poder de seguir o seu destino, traçado por si próprio, com base na informação que quiz recolher.

Clarifique a sua visão de sucesso


“O importante não é levantar a questão sobre o que é a visão”, diz Robert Fritz, O que que importa é o que é que a visão faz.” O que é que a sua visão faz? Dá-lhe mais energia? Faz com que sorria? Faz com que se levante animado pela manhã? Quando você está cansado, permite-lhe fazer um esforço acrescido?

Uma visão deveria ser avaliada à luz deste critério. O critério do poder e efetividade. O que é que a visão faz você fazer? O que é que a visão faz você sentir? Quanto é que ela mexe consigo? Qual o grau de motivação que a sua visão lhe dá?

A grande maioria das pessoas, gastam o seu tempo a fazer coisas para que os seus problemas desapareçam. Esta cruzada de vida para resolver os problemas é um comportamento negativo e reativo da nossa existência. Vendemo-nos por pouco, deixando-nos com um sentimento duplamente negativo de termos um pouco de problemas a menos. Existe uma grande diferença entre resolução de problemas e acção criativa. Resolução de problemas pode ser considerado como as acções que tomamos para fazer desaparecer algo: o problema. Acção criativa, é enveredar por um conjunto de acções para transformar algo em alguma coisa: a criação. Talvez para a maioria de nós a abordagem da resolução de problemas faça sentido, fomos criados de uma forma tradicional. Não fomos muito expostos ao processo criativo.

O QUE QUER CRIAR?

O primeiro passo para o processo criativo é ter uma visão sobre o que é que você quer criar. Sem esta visão, não existe forma de criar seja o que for. Sem esta visão você é apenas um eliminador de problemas, o que é duplamente negativo. A maneira de alterar esta forma de pensamento é perceber quando é que está à deriva, “Do que é que eu me quero livrar?” e mentalmente substituir esse pensamento para, “O que é que eu quero trazer à existência?” É uma questão muito capacitadora, porque não faz referência aos problemas ou obstáculos. Implica criatividade pura. Coloca-o no lado positivo da vida. Você movimenta-se com uma atitude positiva na sua vida.

Um assunto muito capacitador para nos trazer luz à questão da criatividade e das ações que nos propomos a realizar nesse sentido, é aplicado por mim próprio, no treino esportivo. Um atleta se não está a melhorar, é porque está a piorar. Se não está a melhora é porque não tem uma visão clara daquilo que deve fazer. É um sistema binário, você está centrado num objectivo, ou está fora dele? Você é positivo ou negativo? Você é reativo ou criativo? você ou acredita nas suas capacidade ou não acredita?

Não existe nada mais motivador do que mudar o seu sistema binário para “ligado” do que ter uma visão clara sobre aquilo que realmente quer para si. O que é que pretende trazer para a existência? Não interessa o que é essa visão, e quantas vezes você a muda. Apenas interessa o que é que essa visão faz em você. Que impacto têm em si a sua visão? Que tipo de coisas você sente quando visualiza a realização da sua visão?

Se a sua visão não o faz levantar-se da cama energizado e bem disposto, então arranje outra, certamente essa não está alinhada com o seu poder criativo, com os seus interesses, necessidades e gostos. Procure até encontrar ou até desenvolver uma visão clara que o coloque no caminho da acção, só por pensar nela.


ESPECIFICAR E ESCLARECER A SUA VISÃO

Você tem um objectivo? Ótimo. Você tem uma ideia? Ótimo.Você está a trabalhar em algo novo? Ótimo. Você consegue explicar isso? Você tem uma ideia brilhante que sonha com clareza, visualiza a imagem mental na sua mente, sinte-a em todos as células do seu corpo, mas ainda assim você não consegue ser capaz de explicar claramente aos outros?

Alguma vez você já tentou explicar algo a alguém e percebeu que não estava entendendo o que estava falando? Cada vez que você tenta explicar a sua ideia ou objectivo, você não pode deixar de notar os olhares de confusão no rosto das pessoas, os olhares em branco, as sobrancelhas levantadas, de quem não tem a menor ideia sobre o que está falando.

Explicar a sua ideia de meta, ou a visão não é apenas sobre a explicação de quem você é e o que você faz. Trata-se de ter uma conversa mais profunda, para expor a ideia, o objetivo do projeto, ou visão. Você consegue articular claramente a sua ideia, objetivos ou visão e senti-lo com sendo seu, como mexendo com você?

A seguir apresento três dicas que vão ajudá-lo a verbalizar o que você pode ver de forma clara com a imagem mental criada pelo seu cérebro:

A sua ideia ou o objetivo não tem de ser complicado para ser válido. Deve subdividi-lo, parti-lo em pequenas partes ou fases. Evite o uso de chavões demasiados técnicos. Uma maneira fácil de fazer a sua explicação de forma simples é respondendo a perguntas sobre questões de perceber o que você está fazendo, onde você está fazendo isso, para quem está fazendo isso, como você está fazendo isso.

Estabeleça a sua explicação em consonância com a sua essência. A sua personalidade ou seu “Eu” não deve estar em conflito com o que você está dizendo ou então corre o risco de não acreditar naquilo que diz ou pretende fazer. Quanto mais você acreditar no que está dizendo, mais confiante você estará para iniciar acções alinhadas com a sua visão ou objetivo, e mais coisas positivas sentirá.

Deixe a sua explicação ser natural, expresse-a nas suas próprias palavras e no seu próprio estilo. Evite copiar o estilo de outras pessoas e evite pensar que as acções ou ideias dos outros são melhores que a sua. Ninguém pode explicar a sua visão ou objetivo melhor do que você, portanto seja natural. Articulando a sua ideia de uma forma natural será sempre inspirador e autêntico para você mesmo.

Descubra o génio dentro de si

Cada ser humano tem a capacidade de expressar alguma forma de genialidade. Você não tem de ser excelente a matemática ou a física para expressar o seu pensamento de forma genial. Para experienciar o nível de criatividade de Einstein ou Miguel Ângelo, tudo o que deverá fazer é usar a sua imaginação regularmente. Este pode parecer-lhe uma recomendação simplista, mas ao mesmo tempo de difícil execução para a grande maioria das pessoas, principalmente para os adultos, isto porque nós adultos, na grande maioria das vezes utilizamos a extraordinária ferramenta da imaginação num tipo de pensamento problemático: Preocupação. Esta preocupação sendo exacerbada pode causar-lhe muitos problemas que poderiam ser evitados, tal como expliquei no artigo: Como quebrar o terrível hábito da preocupação.

Com todas as vicissitudes da vida, temos uma tendência prejudicial para visualizarmos cenários catastróficos no nosso dia-a-dia. Acresce o fato da imprensa sensacionalista agravar ainda mais esta tendência para a desgraça. Grande parte da nossa energia para a visualização é canalizada para um cenário de pavor, crise e desgraça. Acredito no entanto que nem todos estaremos nesta situação, ainda assim, a probabilidade de prevaricarmos nos pensamentos incapacitantes e derrotistas é elevada.

A verdade é que: A preocupação exagerada é um mau uso da imaginação.

PRATIQUE A SUA GENIALIDADE

A imaginação humana foi concebida pela evolução para coisas melhores. As pessoas que usam a sua imaginação para criar aquilo que querem, normalmente conseguem atingir os seus objetivos, comparativamente aos “preocupados” que na grande maioria das vezes vêem os seus objetivos irem por água a baixo, mesmo tendo um Q.I. mais elevado. As pessoas que fazem bom uso da sua imaginação, grande parte das vezes são “olhados” pelos seus colegas como “génios”, como se a “genialidade” fosse uma característica meramente genética. Uma muito melhor descrição para esse tipo de pessoas, seria vê-las como alguém que tem prática em aceder à sua genialidade.

Napoleão dizia: ” A imaginação governa o mundo”.

Tal como uma criança, todos nós utilizamos instintivamente a nossa imaginação. A questão está na forma como a utilizamos e para que fins. A nossa imaginação estabelece uma relação com os nossos estados de humor, crenças, atitudes, estilo de pensamento, auto-confiança e perspetiva de futuro. Desta forma, tal como já referi a imaginação é uma ferramenta, que pode e deve ser usada ao serviço das soluções, ao serviço da inovação e crescimento pessoal. Einstein dizia que, “A imaginação é mais importante que o conhecimento.”

Dica: Aquilo que necessita para aprender ou evoluir não é o conhecimento, mas sim a habilidade. Aquilo que você necessita para aprender e evoluir é a habilidade para proativamente usar a imaginação.

Assim que perceba e comece a aplicar este conceito, proponha-se à tarefa de imaginar a visão de quem é que pretende ser, e o que é que quer obter. Para que consiga vir a ser ou a concretizar aquilo que quer, necessita criar e desenvolver a força de vontade para sonhar. Sonhar, num conceito proativo, é trabalho eficaz. É o esboço da criação do futuro. É preciso confiança e coragem. Mas a coisa mais grandiosa do sonho ativo não está no alcance eventual do objetivo, a coisa extraordinária é o impacto que tem no sonhador. Esqueça por momentos a realização literal do seu sonho. Foque-se apenas em ir ao encontro dele. Ao ir ao encontro do seu sonho faz com que isso se torne numa realidade.

ATÉ QUE PONTO VOCÊ É CRIATIVO?

Numa escala de 1 a 10, como se avalia a si mesmo? Criatividade é uma habilidade importante que nos ajuda a criar oportunidades sem limites e a fazer algo do nada, mas a maioria das pessoas pensa que estão sem brilho, sem originalidade e sem o mínimo de criatividade.

A criatividade não é exclusiva dos músicos, artistas ou escritores. As pessoas nos seus empregos, como cozinheiros, secretárias ou o pessoal do help desk também precisam de uma boa dose de criatividade.

Entre um chefe de cozinha tradicional e um que seja criativo no uso dos ingredientes que confeccione pratos muito mais apetitosos e deliciosos, que chefe você prefere ir? E em relação à secretária? Você prefere uma que seja criativa, que pode ajudá-lo a encontrar uma forma elegante para resolver o seu problema e que sugira ideias quando você estiver em dificuldades ou uma que reduza o seu trabalho aquilo que lhe é pedido?

A resposta parece ser óbvia, não é?

DICAS PARA LIBERTAR O GÉNIO QUE EXISTE DENTRO DE VOCÊ

Medo da incerteza. Criatividade significa inovar, criar ou fazer coisas de uma maneira nova ou refinada. Isso significa que você vai entrar numa nova área que desconhece e isso pode fazê-lo sentir-se inseguro.

Nunca deixe que a incerteza seja o motivo para impedi-lo de gerar novas ideias. Se o Steve Job se movimentasse pela incerteza acerca da popularidade (ou não) do próximo produto da Apple como o iPad e não inovar e criar novos produtos, acredito que a Apple possa não vir a ser tão próspera como agora.

Eu não sou criativo. Este é um problema comum que as pessoas enfrentam quando reclamam sobre a sua falta de criatividade. Talvez seja uma experiência do passado ou o seu ambiente de trabalho rigoroso que o levou a ter a mentalidade limitada e é verdade que algumas pessoas são mais criativos do que outras, mas todos somos capazes de pensar e gerar ideias, e isto é um facto incontornável. Pense nisso!

Tente não se comparar com os escritores criativos, os músicos ou os génios criativos. Basta começar a partir de onde está agora e acredito que você tem o génio criativo dentro de você.

Pressão da sociedade. As Pessoas ao nosso redor (e talvez nós mesmos) estão tão acostumadas a ser convencionais que agir de forma diferente da deles (ou da nossa forma enraizada) irá, certamente, evocar alguma reação neles, como pensar que é impossível para você fazer isto ou aquilo e a pior coisa que pode fazer é realmente acreditar neles (ou seguir os seus próprios padrões de pensamento derrotista).

Quando você tem uma ideia nova e única, independentemente da sua ideia ser escrever um novo livro ou iniciar um negócio, limite-se a começar e esqueça a pressão da sociedade que é exercidas sobre você. Se você deseja alcançar algo e tem uma ideia sobre como lá chegar, faça isso por si mesmo e não para os outros .

Seja como uma criança. À medida que envelhecemos, a criatividade tende a diminuir e não é por causa da nossa habilidade. É porque nós estamos tentando agir como um expert! Sendo que um “expert”, tende a demonstrar o seu conhecimento para outras pessoas, repudiando outras ideias. Provavelmente em modo “expert” você diria algo do género: “Isso não iria funcionar porque eles tentaram nos nos anos 70.” Esta é uma maneira de impulsionar o nosso próprio ego e matar as ideias.

Comporte-se como uma criança, mantenha-se curioso e fascinado e continue a perguntar o “porquê”. Questione-se em vez de dizer aos outros algo do género: “faça isto porque…