domingo, 25 de novembro de 2012

SER FORTE É NOSSA META


A humanidade chegou aos dias de hoje através de muitas provações aos longos dos milhares de anos que constituem a historia deste planeta. Eras glaciares, frio, calor, desnutrição, doenças, intempéries, tsunamis, guerras, diluvios, doenças, precariedade de vida, muitas são as razões geradoras de sofrimento. Do sofrimento podem emergir muitos sentimentos negativos e com isso cada um de nós gerar uma perceção individual acerca de si mesmo e da sua vida. A ideia daquilo que nos aconteceu, cruzada com a noção que temos acerca do quão combativos e determinados somos perante a adversidade, influencia drasticamente a atitude que vamos construindo acerca de como levamos a nossa vida adiante.
Todos estamos familiarizados com as histórias de pessoas que lutam com uma variedade de doenças, por exemplo, de resfriados menores ao risco de vida com uma doença debilitante. E, embora a maioria dessas pessoas acabem por encontrar alívio para os seus sofrimentos, o sofrimento de alguns deles é desconcertante. A mãe que morreu de um tumor raro sabendo que iria deixar três filhos pequenos para trás sem parentes para cuidar deles, o homem idoso que doou um rim para seu filho e depois o viu morrer de SIDA (AIDS).
Ao relembrarmos histórias de pessoas que viveram momentos de aflição, de sofrimento e de provação, certamente conseguimos retirar uma lição importante:
Que a nossa capacidade para o sofrimento pode ser imensa, assim como é imensa a nossa habilidade para suportá-la se dermos passos eficazes para desenvolver a nossa tenacidade mental.
As coisas que podemos ter que fazer podem não ser fáceis, podem não ser o que nós queremos fazer, ou podem até não fazer muita diferença. Mas se nós ativamente nos prepararmos para suportar a adversidade, há sempre um caminho para a vitória sobre o sofrimento.

SUPORTAR A DOR

Às vezes uma vitória requer uma única intervenção dramática repleta de riscos, em outros momentos, uma série de pequenas intervenções múltiplas, cujos efeitos individuais podem ser menores, mas cujo poder coletivo é muito grande. Essa última, de fato, é o que eu mais tenho observado em ambiente de consulta e na minha experiência de vida. Aprender a aceitar a dor, por exemplo, realmente faz a dor ser mais facilmente aceite, mas às vezes só um pouco. Mas, quando adicionado a uma determinação tenaz (forte) para realizar um objetivo, desafio ou sonho importante, bem como para a expetativa de que a concretização do objetivo irá gerar mais dor, essa força (tenacidade mental) faz com que muitas vezes grandes problemas pareçam abruptamente pequenos. Embora o esforço necessário para manter uma elevada condição de vida muitas vezes pareça ser grande, na realidade, ele só precisa ser sábio.
Por exemplo, a ansiedade incapacitante que um dos meus clientes estava experimentando foi favoravelmente resolvida no momento em que ele descobriu que conseguir suportar os níveis de ansiedade e, depois canalizar a sua atenção para o objetivo utilizando essa energia a seu favor, era aquilo que ele mais procurava na sua vida.  Às vezes só precisamos de aprender a aceitar o incómodo que nos é natural sentir e orientar a nossa atenção para o nosso objetivo para mover as nossas vidas numa direção radicalmente satisfatória. É importante perceber que mesmo perante a adversidade existe um mundo de possibilidades, e entre elas, as positivas.
A reter: Nada reduz tanto as chances contra você como ignorá-las. Se você não olhar para as possibilidades da vida, para aquilo que você pode transformar em bem-estar, felicidade e realização, você será o seu maior sabotador. Você será o inibidor da sorte e o profeta do azar. Agarre as suas possibilidades, agarre a sua vida.
Se nos expusermos de forma tenaz aos sentimentos e à experiência interna que estamos a viver, fertilizamos o terreno para o desenvolvimento da nossa força emocional. A força só pode ser desenvolvida se nos propusermos à tentativa de suportar o impacto da dor emocional que esses sentimentos possam ter em nós. A capacidade de suportar a dor emocional permite fortalecermos a nossa força emocional como se de um músculo se tratasse.
Certamente algumas lutas são inglórias e as vicissitudes da vida levam a melhor. Às vezes não importa o quanto forçamos o nosso caminho a ir no bom sentido, as nossas vidas parecem não se mover, tal como se tentássemos levantar um peso superior à nossa força física. Algumas lutas, de fato, podem levar anos ou mesmo décadas para sairmos vencedores e alguma vezes nunca vencemos. Mas, enquanto nós nos recusarmos a ceder ao desespero e acionarmos a determinação para continuar a tomar medidas concretas, algum tipo de vitória será sempre possível. Expliquei este assunto de forma mais aprofundada no artigo: 7 segredos das pessoas que triunfam.

HIPERSENSIBILIDADE À DOR

Para trabalharmos a tenacidade mental é importante termos a noção que a população em geral tem vindo a encaminhar-se a passos largos para uma hipersensibilidade à dor emocional, ao sofrimento e aos sentimentos negativos. Esta tendência para uma hipersensibilidade emocional dificulta a aceitação da natureza humana. Na nossa natureza humana comportamos a capacidade de sentir dor, quer física, quer emocional. A dor é por natureza protetora. A dor emocional é percecionada através de sentimentos como a tristeza, melancolia, angústia, mágoa, ressentimento, inveja, ciúme, luto, entre outros. São tudo sentimentos que fazem parte do nosso repertório emocional. São tudo sentimentos bastante úteis, pois transmitem-nos informações acerca das experiências que estamos a viver. Experienciar alguns destes sentimentos por si só não faz de nós pessoas infelizes, sofredoras ou com uma vida insatisfatória.
A avaliação negativa (de dor excessiva e de sofrimento incapacitante) daquilo que estamos a sentir no nosso corpo é que pode levar à criação de pensamentos depreciativos acerca dessas mesmas sensações internas. Se essa avaliação nos conduz ao sentimento de desesperança, provavelmente irá influenciar negativamente a atitude que tomamos face ao acontecimento que enfrentamos ou à vida em geral. Num estado negativo, ou seja, perante uma situação difícil e exigente, se nos percecionamos como vítimas, como incapacitados devido ao impacto negativo dos nossos sentimentos negativos, a nossa atenção fica demasiado focada num cenário catastrófico e com isso ficamos num estado de ser demasiado deprimido, afastando-nos de uma solução que possa minimizar o acontecimento ou superá-lo.
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RESILIÊNCIA À DOR

A resiliência à dor pode ser aprendida. Apesar do conceito de “força interior” parecer uma afirmação vulgar, muitas vezes parece, a nossa capacidade de sobreviver e até mesmo prosperar em face da adversidade, a nossa capacidade de prosperarmos através da deceção e desânimo quando surgem obstáculos na busca dos nossos objetivos, é tão mensurável, como é medir a quantidade de força dos nossos bíceps. E, tal como a força dos nossos bíceps, a resiliência à dor pode também ser aumentada. Mas, tal como para aumentar a força dos nossos bíceps, aumentar a nossa capacidade de suportar dificuldades requer um trabalho específico. Requer um treinamento para a sua força emocional
 .
Ninguém está isento de perda. Ninguém consegue evitar para sempre algum tipo de fracasso ou insucesso na sua vida. Mas mais do que qualquer outra coisa, a forma como nós respondemos a estas coisas é o que determina o quão bem sucedidos e/ou felizes vamos ser na nossa vida. Se quer ser feliz, então, liberte-se da angústias do passado, abra-se à experiência e desfrute das coisas que tem e evite ser derrubado pelas coisas que inevitavelmente perde. Faça do desenvolvimento da sua força interior o seu objetivo principal, tudo o resto se segue.
A força interior, que eu apelidei de força vital no artigo: Felicidade, construa o seu suporte, definida como uma força viva acima da experiência que acontece dentro de nós. É uma noção construída por nós mesmos de que temos a capacidade de não estarmos satisfeitos com algo, com alguém ou com a nossa vida e ainda assim estarmos conscientes que nós não somos o nosso sentimento de infelicidade, de derrota ou sofrimento, mas somos sim, aquele que tem o poder de voltar a resgatar o sentimento de bem-estar, sempre que isso se justifique. Reforcei esta ideia de nos erguermos acima dos nossos acontecimentos, no artigo: Superar o passado, torne-se mais do que aquilo que você era.

TENACIDADE MENTAL

A tenacidade mental não é apenas recuperar-se rapidamente da adversidade ou enfrentá-la com bravura, com confiança, sem ser puxado para baixo para a depressão ou ansiedade, mas também é elevar-se e superar-se dia após dia, semana após semana, mês após mês, ano após ano, década após década, ao longo de toda uma vida, e enfrentar uma e outra vez os obstáculos que surgem pela frente até que eles caiam ou nós os ultrapassemos. Uma mente tenaz não é aquela que nunca se sente desanimada ou desesperada, é aquela que continua, apesar de tudo isso. Mesmo quando não podemos encontrar um sorriso para nos salvar, mesmo quando estamos cansados ​​de resistir e persistir, possuir uma mente tenaz significa nunca esquecer que a derrota não surge das falhas, mas sim da desistência. Uma mente tenaz não se enche de falsa esperança, mas alimenta-se da esperança de encontrar soluções específicas, até mesmo soluções que possa não querer ou não gostar.
A tenacidade mental é por si só o que nos dá acesso à força vital, é a coragem necessária para encontrar soluções construtivas, vendo os obstáculos não como distrações ou desvios fora do caminho principal das nossas vidas, mas como o próprio meio pelo qual podemos alcançar as vidas que queremos. A vitória, a superação ou o sucesso não podem ser prometidos para nenhum de nós, mas quem possui tenacidade mental significa agir como se fosse, como se acreditasse que existe sempre algo que pode fazer para dar a volta por cima, como se tivesse confiança suficiente para criar uma solução ou um vislumbre dos passos a serem dados para alcançar o resultado desejado ou uma solução alternativa. Possuir uma mente tenaz, conduz-nos à ideia que não há nenhum obstáculo do qual não podemos criar algum tipo de valor. Todos, absolutamente todos, temos a capacidade de desenvolver tenacidade mental, e não apenas para resistir aos problemas pessoais, traumas, crises económicas, ou conflitos armados, mas sim para triunfar sobre todos eles.
Atingir este estado pode parecer impossível, uma habilidade que parece estar apenas ao alcance de pessoas extraordinárias e que conseguiram grandes feitos como Viktor Frankl, ou Nelson Mandela. Mas as ferramentas que estas pessoas utilizam para atingir os seus objetivos estão disponíveis para todos nós, em nós mesmos. É possível aprender estratégias que nos permitam desenvolver a tenacidade mental. Basta percebermos a quantidade de pessoas que lutam diariamente com grandes dificuldades e conseguem superá-las, reerguerem-se e voltarem a ter equilíbrio emocional e bem-estar nas suas vidas. Ter uma mente tenaz não é assim tão raro como à primeira vista nos possa parecer.

AGRADECIMENTO À VIDA

Querida vida…
Obrigado pela adversidade, pois descobri a coragem;
Obrigado pelos medos, pois descobri que enfrentá-los me capacita;
Obrigado pelas desilusões, pois descobri que nem tudo acontece como quero e ainda assim me supero;
Obrigado pelas derrotas, pois descobri que me ajudaram a vencer;
Obrigado pelas paixões, pois descobri a luz e as trevas e que ambas me trazem valor;
Obrigado pelos sorrisos dos outros, pois descobri que são um bálsamo;
Obrigado pelas tristezas, pois descobri que se referem a coisas boas que vivi;
Obrigado pelas experiências em geral, pois descobri que são minhas e interpreto-as como eu quero. 

terça-feira, 12 de junho de 2012

Capacite-se e desafie o seu diálogo interno autocrítico



Quando as vozes na sua cabeça são tudo menos benéficas. Quando o mandam abaixo, quando promovem a negatividade gratuita, quando lhe retiram energia, motivação e esperança, é altura de perceber quem está a permitir e a alimentar essas verbalizações. Sim, a resposta é essa mesmo que lhe passou na mente, você mesmo. Quando a autocrítica se torna cortante, depreciativa e estabelece uma linha constante de derrotismo e miserabilismo, certamente você está na linha da frente para sofrer os danos colaterais.
Soa-lhe familiar? Se sim, tem tudo a ver com aquela voz mesquinha na sua cabeça. Aquela voz insidiosa que foi crescendo, que foi tomando vida própria e que agora comanda os seus pensamentos, as suas atitudes e comportamentos. Minou-lhe aautoconfiança, derrotou a sua autoestima, e fez com que o mundo pareça um lugar cinzento. Talvez o seu cenário nem seja tão catastrófico como o que acabei de descrever. Mas, eventualmente na grande maioria dos dias e em algumas áreas da sua vida você se identifique um pouco com os exemplos anteriores. Se sim, está na hora de ponderar fazer alguma coisa para melhorar, e reprogramar a sua voz interior no sentido de torná-la num aliado vantajoso para a sua vida.
diálogo

OS COMENTÁRIOS DA MENTE

Todos temos vozes dentro das nossas cabeças comentando momento a momento sobre as nossas experiências, a qualidade das nossas decisões do passado, erros que poderíamos ter evitado, e o que deveríamos ter feito de forma diferente. Para algumas pessoas, essas vozes são realmente dilacerantes e fazem com que uma má situação fique infinitamente pior. Ao invés de empatia com o nosso sofrimento, o diálogo interno autocrítico, denigre-nos, e manda-nos para baixo em cada oportunidade. As vozes são frequentemente muito incendiárias, têm uma ligação familiar com a negatividade e transmitem uma urgência emocional que exige a nossa atenção. Estas vozes são automáticas, baseadas no medo acerca das “regras para viver“ que agem como provocadores interiores, mantendo-nos presos nos mesmos ciclos antigos e prejudicando a nossa satisfação espontânea da vida e a nossa capacidade de viver e amar livremente.

DE ONDE VÊEM ESSAS VOZES?

O QUE ACONTECE QUANDO OS COMENTÁRIOS AUTODEPRECIATIVOS TOMAM CONTA DA NOSSA VIDA?

Se deixados sem controle, os comentários autodepreciativos que ecoam na nossa cabeça vão tomar conta da nossa vida e  manter-nos presos em padrões mentais e comportamentais criados por nós mesmos. O diálogo interno autocrítico funciona como um agressores típico, assusta-nos e leva-nos a acreditar que o mundo é perigoso, e que é preciso obedecer às suas regras para viver, a fim de sobreviver e evitar a dor. Seguindo estas regras, nós não nos permitimos adaptar as nossas respostas às experiências que vão acontecendo na nossa vida. Os nossos comportamentos e respostas emocionais tornam-se mais um reflexo da realidade do passado do que daquilo que está acontecendo hoje. De forma subconsciente não conseguimos escapar às memórias e experiências menos bem conseguidas do passado.

A ABORDAGEM TERAPÊUTICA DOS “ESQUEMAS”

  1. Nós comportamo-nos de maneiras a mantê-los.
  2. Nós interpretamos as nossas experiências de forma a torná-los ou a parecerem verdadeiros, mesmo que realmente não sejam.
  3. Nos esforços para evitar a dor, nós restringimos as nossas vidas, e consequentemente nunca chegamos a testar a veracidade dos esquemas.
  4. Às vezes,  como forma de compensar a rigidez dos esquemas, agimos com formas de oposição que interferem com os nossos relacionamentos.

dialogo interno

O ESQUEMA DE CULPA, EXIGÊNCIA E AUTO-RESPONSABILIZAÇÃO DE TERESA

O QUE PODE SER FEITO?

A terapia focada nos esquemas é considerada um acréscimo à Terapia Cognitivo-comportamental. É bastante eficaz na desconstrução do diálogo interno negativo, e na consequente reprogramação de um diálogo interno assertivo e adequado à realidade que a pessoa vive no presente.
Estas terapias podem ajudar a recuperar os casais com conflitos e problemas individuais, tais como ansiedade,depressão, transtornos de personalidade, sofrimento e trauma de infância. O conceito de esquema ajuda-nos a entender como os eventos passados continuam a influenciar as relações atuais, assim como os problemas psicológicos que se enfrentam. Precisamos reconhecer a sua influência, prestar atenção ao que as nossas vozes interiores automáticas estão dizendo, e (com a ajuda profissional, se necessário), começarmos a libertar-nos das suas garras.

A Zona de Conforto




Na minha experiência como psicólogo e treinador, aquilo que mais promovo e ao mesmo tempo me confronto diariamente é como estimular os meus clientes e atletas a fazer coisas que lhe facilitem os seus objetivos, resolvam os seus problemas ou promovam comportamentos saudáveis. Alimentação regrada, exercício físico, deixar um mau relacionamento, iniciar um novo negócio, iniciar uma nova técnica, mudar uma crença, ser mais assertivo, estas são algumas das muitas coisas que as pessoas normalmente querem realizar, mas falham na tomada de ação.
Evitamos essas coisas porque, de uma forma ou de outra, todos elas envolvem diferentes tipos de dor. Se você quer perder peso, tem que enfrentar a dor de privar-se dos alimentos que você gosta. Se quiser deixar um relacionamento, você tem que enfrentar o fantasma da solidão. Se você quer começar um novo negócio, você tem que enfrentar a possibilidade de não ter êxito. Se um atleta quer alterar uma técnica, tem de lidar com o desconforto dos novos movimentos. Se pretende mudar uma crença, tem de lidar com uma nova forma de pensar. Se gostava de ser mais assertivo, tem de aprender a comunicar melhor e a estar atento às suas reações e consequências dos seus comportamentos.
Não importa se evitamos essas coisas uma ou duas vezes por ano. Mas para a maioria de nós, a evasão torna-se um modo de vida. Barricamo-nos atrás de uma barreira invisível que não nos permite aventurarmo-nos, porque para lá desse muro fica a experiência de dor e mal-estar. Esse espaço seguro, onde nos sentimos seguros e confortáveis, chama-se “zona de conforto.” Nos casos mais extremos, as pessoas realmente escondem-se atrás dos muros da sua própria casa. Isto verifica-se na fobia social em que a pessoa foi restringindo a sua zona de conforto aos limites das paredes da sua casa. Mas para a maioria de nós, a zona de conforto não é um espaço físico, é um modo de vida, que faz com que se evite qualquer coisa que possa ser doloroso ou que possamos perspetivar esforço acrescido. E, inevitavelmente isso inibe o alcance de alguns dos nossos objetivos, dado que nos afastamos dos caminhos dolorosos. E certamente, em algumas áreas da nossa vida, o sucesso é edificado na capacidade que temos de enfrentar obstáculos e dificuldades.
Citação: “Grandes empreendedores estão confortáveis em estarem desconfortáveis.” – Steve Blank

zona de conforto

O PREÇO A PAGAR PELA ZONA DE CONFORTO

Para que você possa ter uma experiência pessoal, tente o seguinte exercício:
Feche os olhos. Pense em algo que você cronicamente evita fazer, por exemplo, conhecer novas pessoas, equilibrar as finanças pessoais, uma conversa difícil ou voltar a estudar. De que forma você se organiza ao ponto de evitar fazê-lo? Imagine que padrão de evitamento permite com que você não faça essas coisas. Essa é a sua zona de conforto. Qual é a sensação?
É muito provável que quando você evita algo que lhe é incómodo, depois se sinta como se estivesse num lugar seguro e familiar, livre da dor que o mundo pode provocar-lhe. Mas o exercício deixa de fora um ingrediente que também é parte da zona de conforto da maioria das pessoas. Simplesmente escapar à dor e mal-estar não é suficiente para a grande maioria de nós. Insistimos que a dor pode ser substituído pelo prazer. Fazemos isso com uma infindável variedade de atividades que causam problemas psicológicos e dependências. Exemplos incluem, vício das redes sociais, drogas, álcool e jogo, pornografia, ou compras excessivas. Todos estes comportamentos são muito comuns na tão proclamada cultura de conforto. Este tipo de comportamentos indesejados, são impulsionados pela tentativa da pessoa diminuir a ansiedade. A pessoa escolhe atividades que permitem reduzir a ansiedade e ao mesmo tempo lhe proporcionem prazer, no entanto essas mesmas atividades a longo prazo irão causar uma dor maior do que a saída saudável da sua zona de conforto.
O quer que seja que consista a sua zona de conforto, você paga um preço enorme por isso. A vida oferece possibilidades incríveis, mas você não pode aproveitá-las sem ter que enfrentar algum tipo de dor, esforço, sacrifico ou sofrimento. Se você tem um baixo índice de tolerância à dor e mal-estar, é importante ganhar a noção que isso pode ser um tremendo impeditivo ao desenvolvimento do seu potencial. Há muitos exemplos disso. Se você é tímido e evita as pessoas e o contato social, irá perder a oportunidade de estabelecer imensos contatos que poderiam enriquecer a sua vida. Se você é criativo, mas não suporta críticas, você certamente afastará a grande maioria das pessoas que poderiam apreciar (a fundo) o seu trabalho. Se você é um líder e não pode confrontar ou estabelecer laços com as pessoas, ninguém vai segui-lo. Ao ficar na sua zona de conforto, você acaba abandonando a maioria dos seus sonhos e aspirações.

AÇÃO MASSIVA FAZ QUEBRAR A ZONA DE CONFORTO

É importante que perceba o custo terrível de manter-se na sua zona de conforto e evitar comportamentos, atitudes e atividades que podem contribuir para o seu desenvolvimento pessoal. Sei por experiência que transmitir por si só a informação anterior, não é suficiente para levar as pessoas a mudar. A razão é que a informação funciona com base no nível de pensamento consciente ou racional. Mas a parte de nós que evita a dor é completamente processada de forma subconsciente.
Aquilo que nos provoca medo ou dor, sofrimento e mal-estar, faz-nos disparar um alarme de proteção:
“Isto é terrível para mim” ou “Isto é muito difícil” ou “Isto pode vir a ser embaraçoso para mim” e consequentemente faz com que a pessoa se agarre à sua zona de conforto, como se sua vida dependesse disso.
Lutar com um medo forte e irracional é extremamente difícil. Em vez disso, você precisa de uma força, de uma estratégia e de entendimento de como funciona o nosso organismo perante uma ameaça (mesmo uma ameaça imaginada). Você beneficia de aprender a movimentar-se por aquilo que quer e pretende alcançar e não por aquilo que teme ou lhe causa ansiedade. Você não é o seu medo. E sentir medo, apesar de ser desagradável, não é certamente aquilo que melhor o define. Você certamente possui forças e virtudes em si mesmo que possibilitam enfrentar alguns dos seus receios. E sair da sua zona de conforto é um excelente treino para enfrentar aquilo que teme.
A saber: Aproximar-se daquilo que deseja é promotor da sua felicidade, afastar-se daquilo que teme e lhe causa ansiedade extrema, é um promotor de infelicidade.

Como superar um fracasso?




O fracasso é uma parte normal da vida. Se você nunca sofreu um fracasso, então você provavelmente não está a explorar em pleno todo o seu potencial. Muitas vezes, é somente através da falha que nos colocamos no caminho do sucesso. Ninguém gosta de falhar. Quer seja no trabalho, em casa, ou em outra área da vida, o fracasso é doloroso, e também pode ser dispendioso em termos de tempo, dinheiro ou ambos. Fracassar na grande maioria das vezes faz disparar uma resposta emocional que nem todos nós sabemos lidar da melhor forma. A forma como lidamos com as nossas emoções depois de um fracasso, distingue a sua utilidade, ou ao invés,  o seu tormento.

Mas como superar um fracasso?

COMECE POR LIMITAR OS DANOS CAUSADOS

Uma vez que perceba que falhou em algo, você precisa tomar medidas para limitar os danos causados ​​por essa falha. Isso poderia significar:
  • Vender o equipamento hoteleiro, após insucesso no negócio do restaurante
  • Focar-se na próxima jogada depois de perder um lance para golo
  • Pedir desculpas a alguém que você magoou quando falou algo inadequado
Seja qual for a situação, ser pró-ativo é sempre uma opção melhor do que enfiar a cabeça na areia e desejar que a falha nunca tivesse acontecido. Fazer uma leitura prática e aceitar o erro é o primeiro passo para passar à ação, e rapidamente estruturar uma estratégia para fazer aquilo que ainda pode ser feito.
homem fracasso

LEMBRE-SE QUE AS OUTRAS PESSOAS TAMBÉM FALHAM

A maioria das pessoas não falam abertamente sobre as suas falhas. As pessoas podem falar sobre o novo grande contrato que assinaram. Não falam propriamente de outras situações em que trabalharam durante meses, para verem um ótimo negócio escapar por entre os dedos. Mas o fracasso é normal, e muitas pessoas não conseguem uma e outra vez  até serem bem sucedidos.

LEMBRE-SE DE SUCESSOS PASSADOS

Falhar não significa que você não vale nada, ou que você nunca vai conseguir as coisas que deseja. Quando usamos a autopunição emocional, autodepreciando-nos e consequentemente colocando o nosso valor enquanto pessoa em causa, desviamos a nossa atenção do ponto fulcral da falha. Ou seja, desviamos a nossa atenção do processo e das ações que não surtiram efeito, fazendo com que passe a existir uma dupla perda. A perda ou falha concretamente dita, e o desperdício da oportunidade de perceber onde se falhou e como se pode melhorar.  Uma forma construtiva de olhar as falhas, é percebê-las como um resultado que não lhe serve nem cumpriu as suas expetativas.
Se o fracasso ou a falha, fazem disparar um abalo emocional depreciativo, é hora de fazer algo por si mesmo. Retomar a confiança em si mesmo e focar-se nos seus melhores recursos para minimizar o erro. Uma ótima estratégia é relembrar-se de algumas situações do passado em que você foi bem sucedido.
Talvez você tenha conseguido uma promoção no seu trabalho o ano passado, ou você teve uma uma nota elevada na faculdade, ou conseguiu perder peso, ou aprendeu a tocar um instrumento musical, ou melhorou o seu relacionamento com o parceiro. Experimente  escrever uma lista dos seus sucessos, coisas que você realizou ao longo dos últimos anos, sejam grandes ou pequenas. Se você tem a sua confiança diminuída, reveja a sua lista de sucessos. Avalie a forma como encarou esses desafios, planos ou objetivos. Em que estado de animo você se encontrava, qual o seu nível de energia, em que você se focou, com que grau de certeza enfrentou a situação, que estratégias de preparação usou, a quem pediu opinião, entre outras.

LEMBRE-SE DOS FRACASSOS DO PASSADO

Os seus sucessos do passado são importantes , mas também as suas falhas do passado. Você já cometeu erros antes, e provavelmente manteve-se no seu caminho, seguiu em frente. Talvez você tenha feita um exame desastroso, ou errou alguma coisa no trabalho, ou perdeu o seu temperamento e teve que pedir desculpas, ou não tem cumprido o que diz para si mesmo.
Não é agradável pensar sobre as coisas que deram errado, mas ao reconhecer as suas falhas, você pode interpretá-las por duas perspetivas:
  • Se você falhou no passado e depois conseguiu ultrapassar as dificuldades, certamente tem uma experiência positiva de como fazer no momento presente. Então, aplique a mesma estratégia e atitude.
  • Se as suas experiências de dar a volta por cima são escassas, então pode tentar familiarizar-se com a ideia, de que o que aconteceu no passado não tem necessariamente de voltar a acontecer no presente. Se perceber quais os passos, ações e atitudes que contribuiram para não ser bem sucedido, consegue recolher informação suficiente para perceber o que não deve fazer. Isto permite-lhe criar a noção que é possível fazer diferente, que é possível obter um resultado que lhe serve e que o satisfaz. Mas como? Olhando para os erros, e preenchê-los com  nova informação e com uma nova perspetiva de resultado.

TOME UMA DECISÃO

Independentemente do que não deu certo, provavelmente você está enfrentando algum tipo de decisão, mesmo quando as consequências iniciais já pertencem ao passado. Por exemplo, talvez você tenha gasto todo o plafond do seu cartão de crédito. Você está diante de duas opções: continuar usando o cartão, ou torná-lo inacessível de alguma forma.
Pondere com tempo sobre as decisões a tomar e procure um caminho a seguir. Isso pode exigir algum pensamento profundo.
Você pode ajudar a si mesmo:
  • Obtendo um conselho extra e suporte numa área particular de sua vida, talvez de um profissional como um médico, psicólogo, personal trainer, ou conselheiro.
  • Lendo e aprendendo mais, se a falta de conhecimento levou ao seu fracasso.
  • Trocando opiniões acerca das suas opções com um ente querido ou um amigo próximo, ou escrever num blog sobre a decisão que você enfrenta.
“Não fazer nada” é certamente uma opção, mas deve ter consciência que também é uma decisão sua, e muitas vezes uma decisão que não vai levar a nada de positivo. Seja qual for a falha que você enfrenta no momento presente, certamente pode aprender com ela, e seguir em frente.

Como superar um Vício?



Tentar superar um vício, percorre os mesmos caminhos angustiantes do tormento que uma vítima passa ao tentar libertar-se do seu sequestrador. Mas, a natureza do vício é autodestrutiva. É como se a própria pessoa desenvolvesse a Síndrome de Estocolmo, mas ao invés de se afeiçoar ao sequestrador, afeiçoa-se ao seu vício. O Síndrome de Estocolmo é um estado psicológico particular desenvolvido por pessoas que são vítimas de sequestro, em que a vítima desenvolve sentimentos de lealdade para com o sequestrador apesar da situação de perigo em que se encontra colocada. Na grande maioria dos vícios, uns mais destrutivos que outros, a pessoa tem consciência do quão prejudicial é continuar a alimentar o comportamento inadequado, que na grande maioria das vezes toma conta da sua vida, ou pelos menos causa-lhe grandes transtornos em algumas áreas da sua vida. No entanto, paradoxalmente a pessoa vive entre o reforço positivo (afeiçoa-se ao vício) e a punição (tem consciência do mal que faz).
Todos os comportamentos de dependência têm pelo menos duas coisas em comum:
  • Ajudam as pessoas a reduzir os sentimentos dolorosos e angustiantes
  • São fortemente influenciadas ou controladas por um processo de pensamento destrutivo que tanto seduz a pessoa para realizar o comportamento, como é punida por ceder à tentação.

O LADO OCULTO DA VOZ INTERIOR

O vício, tal como na dança em o Lago dos Cisnes, encontra um padrão pelo qual entra diretamente na vida de uma pessoa, atraindo e condenando, confortando e destruindo. Uma vez sendo o cisne branco, inocente e gracioso, outra vez sendo o cisne negro, sombrio e destrutivo. Esta dança, pouco a pouco vai levando a pessoa à exaustão, consumindo a sua energia, os seus recursos funcionais, alterando o seu raciocínio, adulterando as ideias e os desejos. Os condicionamentos sucedem-se, a pessoa vê-se numa miríade de obstáculos, não conseguido por vezes fazer o que pretende, como se algo comandasse a sua vida e ela fosse na grande maioria do tempo um mero espetador forçado por uma força invisível.
As pessoas que se envolvem em drogas, álcool ou jogo, que têm um transtorno alimentar, ou que lutam com qualquer outro vício estão agindo de acordo com as influencias de um processo de pensamento destrutivo conhecido como a sua voz interior. A voz interior funciona como uma faca de dois gumes, uma vezes é afável, motivadora e sedutora, outras vezes é crítica, atroz e maliciosa. Por exemplo, se você luta com uma dependência de álcool, este inimigo interno vai tentar seduzi-lo como um amante, o pensamento aparentemente amigável (ou “voz interior”), pode dizer:
“Você teve uma semana difícil. Tome uma bebida. Você realmente precisa disso para relaxar.”
Se você estiver a tentar superar um vício alimentar, o seu diálogo interno pode atraí-lo com recompensas:
“Come um pedaço de bolo. Fizeste bem a tua dieta durante toda a semana, tu mereces. “
Depois de ceder, essa voz interior enganosamente suave transforma-se num inimigo cruel, dilacerando a pessoa em pedaços. Em questão de segundos a voz interior altera-se e torna-se maliciosa,  castiga a pessoa por se entregar ao comportamento de vício que ela própria encorajou .
“És um fraco, idiota. Disseste que não ias beber mais.  Estragaste tudo. És sempre a mesma coisa. “

alcoolismo

ENTRE O REFORÇO E A PUNIÇÃO

Tal como na dança em o Lago dos Cisnes, a voz interior autocrítica sempre desempenha dois papéis durante o tormento de um vício: sedutor e punidor. Comportamentos de dependência representam um ataque direto contra a saúde física e bem-estar emocional, e limitam a capacidade de realizar objetivos pessoais significativos na vida. Portanto, é importante identificar as vozes críticas internas que regem esses padrões de mau hábito e desafiar os seus dilemas, aprendendo formas mais construtivas de lidar com a dor emocional e sofrimento.
Quer o seu vício esteja numa fase avançada ou numa fase inicial, certamente beneficiará de um acompanhamento especializado. Procure um psicólogo, um terapeuta ou um grupo de apoio para o ajudar de forma mais sistematizada e disciplinada a superar o que o atormenta.
De uma forma geral, o terapeuta ajuda os clientes a identificar causas ambientais que precipitam as emoções dolorosas e padrões de pensamentos negativos, que, por sua vez, influenciam no envolvimento de comportamentos de dependência. Para além de se incentivar na busca dos desejos genuínos, objetivos e comportamentos saudáveis, os terapeutas fortalecem os seus clientes, num processo que lhes permite alcançar a liberdade da dependência e dos comportamentos autodestrutivos.

Apresento algumas técnicas que pode utilizar para ajudá-lo a superar o seu vício:

Identificar - É vital identificar os pensamentos (usualmente percepcionados como sendo a sua voz interior) que o irão prejudicar, atraindo-o para um comportamento destrutivo. Mesmo que esses pensamentos possam parecer amigáveis ou reconfortantes, eles devem ser reconhecidos como um inimigo. Neste processo é importante procurar padrões no seu comportamento:
  • O que ocorre ou o que passa pela sua cabeça antes de você tomar a decisão de iniciar uma ação autodestrutiva
  • Que situações funcionam como uma tentação?
  • Que cenários você sabe que são perigosos?
  • Que desculpas “lógicas” você constrói para defender a necessidade do vício?
Ao identificar os gatilhos internos (voz interior) e externos (situações) que fazem disparar a sua lista de desculpas que promovem o seu comportamento de vício, você pode tornar-se mais autoconsciente e acionar uma resposta mais adequada. Ao saber identificar a sua voz interna afável (ilusoriamente amiga), você consegue parar para refletir e resistir-lhe, não seguindo os pensamentos que vão contra o seu própria interesse.
Registar os acontecimentos – Depois de reconhecer os seus pensamentos e voz interior, você pode registá-los como um meio para se conhecer melhor e familiarizar-se com os seus maus hábitos. Ao tomar consciência de alguns tipos de pensamento justificativos que o têm conduzido ao seu vício, você pode construir uma âncora positiva que lhe permita reverter o pensamento negativo e a voz interior que promovem esse mesmo vício. Uma âncora positiva, é algo que você escolhe dizer para si mesmo, ou fazer, que lhe permitem afastar-se da tentação quando se apanha a ter pensamentos desencadeadores do comportamento de vício
Refletir e disputar – Depois de saber quais são a situações e pensamentos gatilho que fazem disparar a sua incontrolabilidade sobre o seu impulso para iniciar o comportamento não desejado, você pode tentar perceber qual a satisfação psicológica ou física na base do seu vício.
  • Que alívio físico lhe proporciona?
  • Que alívio psicológico lhe proporciona?
  • Do que é que você está fugindo?
  • Que compensação emocional lhe trás?
  • Está relacionado com algo preso no seu passado?
Provavelmente o seu vício foi maioritariamente aprendido. Certamente, depois de responder a algumas destas questões ficará mais esclarecido e, com essa informação na sua posse, está mais preparado para arranjar um substituto saudável para a funcionalidade do seu mau hábito. Se aprendeu a implementar na sua rotina diária algo que lhe é prejudicial, tem a capacidade de aprender um comportamento alternativo, mais adequado e assertivo.
Planejar - Sabendo as situações, os pensamentos e a voz interior que desencadeia em você o impulso para o vício, fica mais capacitado para orientar as suas ações promotoras da superação. Você pode, então, definir um plano com estratégias acerca do que fazer nos momentos em que se sinta compelido a usar ou desfrutar dos seus comportamentos indesejados. Você pode visualizar-se a dizer não.  Você pode procurar uma pessoa para conversar, um amigo certo para sair, ou realizar uma determinada actividade que sabe diminuir-lhe os níveis de stress.
Ter compaixão por você mesmo - Todos nós enfrentamos as nossas lutas e cometemos erros. Querer lidar com o vício e superá-lo é um sinal de força, não de fraqueza, e você não deve permitir que a sua voz interior autocrítica o mande abaixo por quaisquer erros ou recaídas. Lembre-se que o desejo de autopunição é um fator tremendamente forte no apego àdependência. Dar ouvidos ao seu diálogo interior mordaz, seguir as indicações depreciativas, desmotivacionais e sombrias só vai funcionar contra você, mesmo quando você  sofre um revés. Quando você tem uma recaída, não quer dizer que tudo voltou ao mesmo, apenas quer dizer que você tem de manter-se no caminho da recuperação, orientar a sua voz motivacional, agarrar-se às ações que irão conduzi-lo ao sucesso.
Reavivar o seu sentimento – A dependência entorpece a alegria de uma pessoa, assim como a dor. Inibe a capacidade de sentir algumas emoções e consequentemente impede-o de viver algumas experiências no seu dia-a-dia. O vício funciona como um tampão emocional, você deixa de experienciar alguns sentimentos, e por outro lado, por vezes acredita não tolerar outros.  Naturalmente, quando você supera um vício, algumas emoções surgirão mais vivas, você passará a sentir algumas coisas mais à flor da pele, pois a dependência encarregou-se de mascará-las.  Sentir essas emoções e obter bem-estar através delas vai fazer você ficar mais forte e restabelecer o equilíbrio emocional. Irá também reduzir a sua “necessidade” percebida da substância ou comportamento que estava alimentando o seu vício.
Inicialmente, as vozes críticas internas ficarão mais altas, atacarão o seu eu de forma mais intensa. Nesse momento você tem de ser persistente, ficar muito atento e orientar-se pelas suas âncoras positivas. No entanto, quando você perseverar nas suas ações, as vozes depreciativas irão diminuir e eventualmente desaparecer. Ao longo deste processo, você deve ser flexível, aberto e compassivo. Falar com alguém é importante, e a terapia é uma opção saudável e inteligente. Quando você luta contra um vício, desafiando as suas vozes interiores destrutivas, você fortalece o seu verdadeiro eu. Você alcança um melhor equilíbrio emocional, deixando-o mais forte em face das tentações e comportamentos destrutivos.
Mais importante: Neste processo você liberta-se de todas as correntes internas que o impedem de viver o seu pleno potencial, permitindo que procure ativamente o que pretende realizar na sua vida.

domingo, 29 de abril de 2012

Está disposto a fazer o que é preciso para ser feliz?



Muitos de nós chegamos à idade adulta, vindos de uma boa infância. Bons amigos, bons pais, bons vizinhos, boas experiências de vida. Mas, à medida que vamos tomando a vida nas nossas mãos, assumindo as responsabilidades das decisões que vamos fazendo, confrontamo-nos (por vezes) de uma dura realidade, a dificuldade de nos sentirmos bem. O que acontece para que este sentimento incapacitantes se instale? Cada um de nós pode ter a sua história, as suas justificações e até legitimidade. No entanto, existe algo comum a todos nós que importa conseguir responder se quisermos certificar-nos que queremos mudar para melhor.
O que estou disposto a fazer para ir ao encontro dos sentimentos que quero sentir?

TUDO PASSA POR VOCÊ

Você sente que a  sua vida não está caminhando no sentido que pretende? Sente-se desiludido? Sente-se miserável? Se sim, organize-se de forma a conseguir responder à primeira questão. Tudo passa por você. Tudo passa por você perceber que se até agora não chegou onde pretendia, pode experimentar fazer de forma diferente. Se continuar a lamentar-se, a dizer que não pode porque não tem meios, porque não tem dinheiro, porque não tem capacidades, porque tudo lhe corre mal, porque isto e aquilo, certamente tudo continuará na mesma. Você continuará a sentir-se insatisfeito, infeliz, miserável e incapaz.
Quero dizer-lhe que você não é os seus sentimentos, lamentações e até mesmo as experiências que viveu. Você é aquele que se quiser pode fazer algo para mudar a sua vida para melhor. Mas para que isso aconteça, tem de quebrar o seu padrão de negatividade. Tem de aprender a ter uma atitude positiva e implementar novas formas de encarar os seus velhos problemas. Tem de esforçar-se por implementar a mentalidade virada para a solução.
Não está convencido ainda não é? Tem mil e muitas justificações para contestar o que acaba de ler. Talvez, neste momento lhe passe na cabeça a frase:
“Para quem está atrás de um computador a escrever estas palavras é fácil falar.”
E, na verdade é isso mesmo, falar é mais fácil. A parte difícil, de compromisso e dedicação compete-lhe a si mesmo. Compete-lhe investir na sua própria pessoa. Pegar a sua vida nas suas mãos e perceber que quanto mais fizer, mais retorno pode vir a ter.
“você é o principal acionista da sua própria vida.”
Ao longo da vida do blog (inicio em Agosto de 2010), tenho vindo a constatar através das centenas de perguntas e pedidos de auxilio que me enviam para o email, ou que deixam nos comentários dos artigos, que muitas pessoas nada fazem para melhorar o estado em que se encontram. Usualmente pretendem melhorias, dicas, estratégias que sejam rápidas, que façam efeito com pouco esforço e que dependam o mínimo da própria pessoa. Isto é exatamente o tipo de pensamento que promoveu o estado em que grande maioria das pessoas se encontram, e que com elevada probabilidade as manterá na mesma situação. Apesar de existir informação, meios, terapias, grupos de suporte e um conjunto de atividades que promovem a recuperação, como estratégias para a mudança de hábitos, implementação de pensamentos positivos,reestruturação de pensamento, mudança de crenças, entre outros, passivamente a pessoa nada faz para procurar uma solução viável, séria e eficaz.
Voltamos à questão: Está disposto a fazer o que é preciso para sentir-se feliz?

felicidade

PROCURE ORIENTAÇÃO, MAS FAÇA ALGO POR SI MESMO

 É preciso investimento da sua parte. É necessário querer aprender, querer mudar e acima de tudo querer perceber como deve fazer para chegar onde pretende. Esse é um caminho que tem de ser percorrido por você mesmo. Nada no mundo lhe trará de bandeja aquilo que tanto pretende. O melhor da vida, os melhores sentimentos de bem-estar, satisfação e realização são oriundos das nossas realizações.
A minha mensagem para você é: Se quer continuar a sofrer, a lamuriar-se, a vitimizar-se, e a denegrir-se, continue fazendo isso, aceitando isso sem reclamar. Mas, se você quer melhorar a sua vida, ser feliz e sentir-se auto-realizado, faça por isso também sem reclamar.
Provavelmente você não tem ideia do que fazer para chegar onde pretende. A sua forma de pensar necessita de ser revista. As abordagens que tem usado necessitam de ser alteradas. E para isso é necessário ajuda. Sim, ajuda. E procurar ajuda pode ser considerado um ato de inteligência, ao invés de lhe parecer um ato desesperado, inseguro e de ataque ao ego. Você precisa de orientações, abrir a sua mente, contestar as suas crenças, as suas atitudes. Procure conhecimento e sabedoria junto de terapeutas, psicólogos, conselheiros, técnicos espirituais, livros, vídeos, amigos, seminários, familiares, e qualquer coisa ou qualquer pessoa que possa contribuir para o seu enriquecimento pessoal.
Fora de si procure esclarecimento, conhecimento, formas diferentes de olhar o mundo para que dentro de si construa a sua felicidade. Para que saiba o que fazer, o que quer, o que lhe dá prazer e satisfação e alinhar-se com isso na procura de significado para si mesmo. A felicidade é sobre retirar prazer, alegria, satisfação e significado de grande parte das coisas que você realiza.

A AUTOACEITAÇÃO É A CHAVE PARA A AÇÃO

A autoaceitação é sem dúvida nenhuma um passo importante para conseguir alinhar-se com o seu estado menos bom que possa estar a passar. Reconhecer o que não deu certo, o que precisa de ser mudado e o que é necessário fazer, são tudo formas de autoaceitação ativa. A autoaceitação não tem a ver apenas com a aceitação dos fatos e dos acontecimentos, mas também reconhecer e assumir erros, fracassos e incapacidades sem sentir-se pior pessoa por isso. A autoaceitação é aceitar o que precisa ser mudado para melhor sem ressentimentos, mágoas ou rancor. A Autoaceitação é comprometer-se com aquilo que você sabe que é necessário ser feito. Mas aqui está o busílis de toda a melhoria, é que este é um processo inicialmente difícil e a maioria das pessoas não vai fazer o trabalho necessário para obter resultados duradouros.
Comprar uma TV nova, ir de férias e temporariamente fingir que tudo está bem, mudar de casa esperando que o novo espaço mude a sua mentalidade é mais fácil do que  procurar ajuda e fazer um exame de autodescoberta e de consciência realista. É preciso deixar de acionar os padrões autosabotadores, é necessário deixar de passivamente fazer as mesmas asneiras na sua vida.
Talvez, ao longo do tempo e de insucesso em insucesso você tenha construído uma ideia negativa acerca daquilo que tem feito, levando-o a pensar que é indigno de um dia ser feliz. Anos de arrependimento, um futuro cheio de medo, tudo criado por erros de raciocínio, levando a sua mente a justificar com uma lógica fria o seu estado atual. É primordial que você se esforce para perceber que é possível trabalhar em si mesmo, capacitando-se para vir a alcançar o que deseja.
É preciso muita ação e trabalho duro da sua parte. Da minha experiência, a maioria do trabalho duro é realizado nos primeiros meses, nas primeiras tentativas. Mas, depois de ganhar autodisciplina, de ganhar movimento positivo, tudo o que é necessário é uma pequena manutenção. É muito mais fácil manter-se saudável do que é ficar saudável.

FAÇA UMA AUTOANÁLISE

Pense aprofundadamente sobre o que o tem mantido preso durante todo este tempo. O que tem feito ou não tem feito que lhe impossibilita chegar onde pretende. Será o medo da mudança? Será a esperança que aconteça algo melhor? Este conceito da esperança até pode parecer ridículo, mas muitas vezes, a esperança de algo melhor é o suficiente para nos manter nos mesmos padrões de comportamento inadequado, dado que o medo instalado não permite que você tente conseguir aquilo que deseja alcançar. Então fica na esperança de não ter de sair da sua zona de conforto. Fica à espera que um milagre aconteça.
ser feliz
O que você deseja melhorar? O que você deseja alcançar? O que você quer ser? O que pretende abandonar? Pondere sobre estas questões. A autoanálise pode abranger todos os tipos de coisas, hábitos de vida pouco saudáveis​​, arrependimentos, medos, tudo o que o aborrece, o que gostava de tirar da sua consciência, o que o impede de ser bem sucedido nas áreas de vida afetadas. Tente trazer à sua consciência tudo aquilo que possa andar a perturbá-lo. Depois de conseguir especificar algumas destas coisas, faça uma nova questão:
O que estou disposto a fazer para alcançar o que pretendo?
Você acredita realmente que vale a pena esforçar-se? Que pode fazer algo sobre a sua vida? Se sim, deve orar, deve buscar orientação para fazer as coisas direito, deve procurar terapia, a ajuda de um amigo ou familiar? tente perceber naquilo que deve trabalhar para seguir em frente. Utilize todos os recursos ao seu alcance para estabelecer um processo de mudança de vida positiva.
A dura verdade é que a felicidade é possível mas é opcional. Se você não está feliz, muito provavelmente você é o problema. Sei que esta realidade pode ser difícil de admitir. Mas considere isto, é também a coisa mais poderosa que você pode aceitar. E, lembre-se, aceitar algo não significa que você tem que gostar. Porque assim como você pode ser o problema, você pode ser a solução.
Perceber esta realidade é capacitador, porque uma vez que se aceite o problema e perceba que na grande maioria das vezes nós somos responsáveis, podemos começar a concentrar-nos na solução. E sim, há circunstâncias na vida que batem forte e pode parecer injusto às vezes. Mas existem pessoas a superar obstáculos incríveis, assim como conseguem superar o passado, independentemente de quão trágico foi. Se muitos conseguem, você também  pode conseguir e tornar-se triunfante.
Dica: Foque a sua atenção mais na solução do que no problema.
Se você procurar uma verdadeira mudança positiva, paz interior e felicidade, você pode encontrar. Mas você deve estar disposto a aceitar a sua condição, e fazer algo no sentido de ir ao encontro dos resultados que pretende.

FAÇA ALGO POR SI DE UMA VEZ POR TODAS

Ao longo do artigo fui referindo que é possível mudar a vida para melhor. Que é possível ultrapassar alguns dos seus problemas pessoais, e problemas psicológicos que possa estar a enfrentar. Talvez se debata como medo do fracasso, com ansiedade ou depressão. Eventualmente a preocupação excessiva toma grande parte do seu tempo, consumindo-lhe recursos que podia estar a utilizar na procura de uma solução. Esta é extamente a mensagem principal que lhe quero transmitir:
Procure uma solução para o problema que possa estar a enfrentar e que recorrentemente tem paralisado a sua vida.
Quer seja neste artigo, assim como nos artigos recomendados ou em outros que existem aqui no blog você tem imensa informação que pode esclarecê-lo, orientá-lo e ajudá-lo no seu caminho de mudança positiva. Se eventualmente acha que necessita de um suporte mais específico e aprofundado, pondere aderir às nossas consultas de psicologia online. As consultas de psicologia online são um serviço pago. São aconselhadas para quem necessita de um apoio mais prolongado no tempo e de uma implementação sistemática. Se você já fez várias tentativas de melhoria, e recorrentemente vai abaixo, tem recaídas, não encontrando rumo para a sua vida, pondere usufruir de uma abordagem que tem ajudado centenas de pessoas espalhadas por todo o mundo a melhorar a sua vida.

5 Formas de aumentar a sua força de vontade




Ter força de vontade é um grande impulsionador para tudo na nossa vida. A força de vontade estabelece relações com a capacidade de controlarmos os estímulos, adiarmos a recompensa, autodisciplina e noção de valor da tarefa em mãos. Como o próprio nome indica “força”, pressupõe um determinado nível ou grau. Todos temos força de vontade. O que podemos por vezes não ter é a capacidade de canalizá-la para algumas tarefas, ações, atitudes ou atividades que sabemos podermos vir a ser beneficiados ou que são imperativas para nós. Ainda assim, o nosso nível ou grau de força de vontade, tal como a nossa força muscular, quando treinada, pode ser melhorada. E depois de melhorada podemos aperfeiçoar a capacidade de orientá-la para onde pretendemos ou necessitamos.

VOCÊ GOSTARIA DE TER MAIS FORÇA DE VONTADE PARA MUDAR OS SEUS HÁBITOS?

A força de vontade é muitas das vezes impotente contra a força dos nossos maus hábitos. A questão não se prende com não possuirmos força de vontade, mas sim de não estarmos suficientemente preparados para persistir. Temos também de trabalhar a força de resistência da nossa vontade contra a força de persistência de alguns maus hábitos instituídos.
Existem várias técnicas que você pode usar para reforçar a sua força de vontade e vencer as tentações, a desmotivação, o adiamento, a preguiça, a falta de disciplina, entre outros. Qualquer que seja a sua fraqueza, você pode superá-las, e ainda eliminar o velho sentimento de culpa que por vezes o atormente por não conseguir fazer o que pretende.
Não é que você não queira uma determinada coisa ou objetivo o suficiente. Não é que você não se esforce o suficiente. Não é que seja uma falha no seu caráter. Provavelmente, você simplesmente não tem aprendido e aplicado a maneira correta de tirar o máximo proveito da sua força de vontade.
força de vontade

COMO ACIONAR E AUMENTAR  A SUA FORÇA DE VONTADE

Cada um de nós enfrenta momentos críticos em que nos deparamos com a necessidade de assumir os nossos compromissos e escolhas ou ceder aos nossos maus hábitos . É nestes momentos cruciais que temos que confiar na nossa força de vontade. Temos de confiar na capacidade de dizer não aquilo que sabemos que não nos serve. Temos de focar a nossa atenção naquilo que sabemos que é bom para nós, e simplesmente fazê-lo. Mesmo que se ceda perante um vício, um mau hábito, ou um pensamento negativo, será sempre uma decisão nossa, mais ou menos consciente.
Citação: “Não morda a isca do prazer até que você se certifique que não existe nenhum anzol.” -  Thomas Jefferson
Apresento algumas técnicas eficazes para treinar e reforçar a sua força de vontade para que possa orientar a sua intenção para onde deseja. Utilizar várias estratégias em conjunto é a melhor maneira de solidificar a sua força de vontade.

5 Técnicas para disciplinar e aumentar a sua força de vontade:

1. IMPULSIONE A SUA MOTIVAÇÃO

Tome consciência de uma vez por todas que você irá comprometer o seu futuro se continuar a realizar os seus maus hábitos. Qual será o resultado provável se não tomar um
atitude positiva? Não continue a adiar, dizendo para si mesmo que um dia você irá mudar. Em vez disso, olhe para os piores cenários possíveis. É esse o futuro que você deseja para si, e eventualmente para as pessoas que estão ao seu encargo? Construa uma visão nítida do quanto o seu atual comportamento o prejudica.
Você pode ter que fazer algumas pesquisas dos malefícios dos seus maus hábitos. Converse com especialistas que possam informá-lo do que é provável que aconteça se você não se decidir a mudar. Explique que você está tentando entender o peso das desvantagens desse comportamento. Certifique-se que entende todas as desvantagens no sentido de construir uma ideia ainda mais intensa sobre aquilo que você pretende mudar para melhor.
Use tudo isso para impulsionar a sua motivação. Esta é uma motivação pela negativa, mas que pode ser de grande utilidade no sentido de você perceber o que valoriza, o que pretende alcançar e que coisas lhe são significativas. Ao perceber o impacto negativo de alguns dos seus hábitos e o quanto o afastam dos seus objetivos de vida, pode descobrir um gatilho que faça disparar a sua motivação para fazer o que acha ser o mais correto e vantajoso.

2. DESENVOLVA AS HABILIDADES QUE APOIAM A SUA FORÇA DE VONTADE

Uma das razões que pode estar a contribuir para a manutenção do seu mau hábito é provavelmente devido a uma lacuna no conhecimento ou alguma habilidade em falta. Por exemplo, talvez você nunca tenha aprendido a cozinhar refeições saudáveis e saborosas. Portanto, você continua a comer “mal” promovendo o excesso de peso.
A saber: A ausência ou lacuna numa habilidade irá sabotar a sua força de vontade.
Além disso, você pode ter um ponto cego, faltando-lhe conhecimento sobre o quanto o seu mau hábito o está prejudicando. Seguindo o mesmo exemplo, talvez a pessoa nem considere que tem excesso de peso. Por isso é muito importante seguir à risca o ponto 1 (impulsione a sua motivação). A pessoa até pode perceber que tem uns quilos a mais, mas não olha para ela mesma como sendo obesa.
Dica: Tente ganhar o máximo de conhecimento sobre a sua condição. Perceba quais as ausências de habilidades que estão sabotando as suas tentativas de mudança, ou de inicio de mudança.
Você necessita de adquirir conhecimento para suportar os seus novos comportamentos (mais desejáveis). Você necessita estar minimamente preparado para enfrentar os desafios a que se propõe. Depois de ter algum fundamento básico, então você pode procurar apoio mais específico. Por exemplo procurar um mentor que possa ajudá-lo a aprender ainda mais. Essas novas habilidades e conhecimentos irão dar um grande impulso à sua vontade.

3. PROCURE ALGUNS ALIADOS

Não tente quebrar o seu mau hábito sozinho. Você precisa de reforços. Estudos têm comprovado que o incentivo social é uma forte influência na mudança de comportamento. Você precisa de pessoas positivas com quem possa partilhar as suas dificuldades e dúvidas. Mas precisa igualmente de partilhar as suas metas, desafios e conquistas. Essas pessoas podem ajudá-lo em algum momento difícil, podem animá-lo e confortá-lo em alguma pequeno recuo.
Ter pessoas que você partilha os seus objetivos, pode ser um ótimo incentivo à sua responsabilização. Reforça a sua decisão de mudança.
Ao mesmo tempo, identifique as pessoas na sua vida que o puxam na direção errada e tente convertê-las em seus aliados. Explique o que você está tentando fazer e peça a ajuda deles. Se você não conseguir convertê-los em aliados, então você pode precisar distanciar-se até que se torne mais forte.
Amigos e familiares provavelmente querem que você tenha sucesso, mas pode não ser suficiente. Muitas vezes estas são as mesmas pessoas que participam com você no seu mau hábito. Portanto, você pode precisar de um treinador, conselheiro, mentor ou terapeuta para ser seu aliado.

4. USE INCENTIVOS PARA RECOMPENSAR O SUCESSO

Em tudo na vida procuramos reforço. Mesmo que esse reforço seja convertido na forma de um sentimento. Estabelecer um sistema de incentivos pode promover a sua força de vontade. Quando você tem sucesso na implementação da mudança, isso por si só é um grande reforço. Emerge um sentimento de orgulho, de dever cumprido, de capacidade de ultrapassar obstáculos. Mas, esse resultado de sucesso será mais reforçado se você o festejar. Não necessita de ser de forma exuberante ou com recompensas caras. Por exemplo, se você cumprir com êxito o seu objetivo de poupança para o mês, combine um bom jantar com a sua esposa para comemorar.
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5. CONTROLE O SEU AMBIENTE

Finalmente, tem que entender o poder que alguns fatores externos podem ter sobre você. Se constantemente gasta excessivamente o seu dinheiro quando vai ao shopping, então, numa primeira fase evite ir ao shopping. Controlar alguns dos ambientes onde se movimenta, pode comprovar-se como muito eficaz. Ainda que a longo prazo este método não seja aconselhado, dado que  você não pode passar a sua vida fugindo das coisas. Controlar o ambiente, é muito útil na primeira fase de diminuição da força do mau hábito.
Aqui está outro exemplo menos óbvio de como controlar o seu mundo físico pode promover a sua força de vontade Estudos têm demonstrado que o tamanho do seu prato desempenha uma grande influência na quantidade de comida ingerida.  Se você selecionar um prato menor, você vai comer menos.
Ao educar-se e usar o conhecimento sabiamente, você pode definitivamente mudar os seus hábitos mais facilmente para que possa alcançar o seu objetivo mais rápido. O ideal, será que você consiga promover o seu ambiente externo no sentido de facilitar a implementação dos bons hábitos e construir alguns obstáculos à execução daquilo que pretende ver extinto.
Dica: Se você aumentar a dificuldade de alcançar as suas tentações, então, vai ficar menos propenso a executá-las.
Alternativamente, promova as coisas que você quer fazer arranjando forma de facilitar a sua execução para que sejam mais fáceis de alcançar, assim você vai praticá-las com mais frequência. Um exemplo, é a pratica de exercícios físicos. Se você tiver que viajar durante muito tempo para ir ao ginásio, então,  será menos provável que você vá. Por outro lado, se você se exercitar em sua casa, tendo tudo perto de si,  então irá aumentar a probabilidade de você se envolver na prática do exercício físico.
Por vezes, o sucesso ou insucesso da implementação de novos hábitos mais saudáveis relaciona-se fortemente com as barreiras que podem existir. A eliminação das barreiras à implementação de novos hábitos, facilita o trabalho da nossa força de vontade. Ao invés, mesmo que a nossa força de vontade seja razoável, se formos expostos constantemente a ambientes que estejam repletos de tentações e vícios, certamente sairemos a perder.www.nem-quasela.blogspot.com